– Neymar era para essa seleção 2014 como o Romário era para o Brasil 94, Maradona para a Argentina 86, Garrincha para o Brasil 62, Neto para o Corinthians 90, Edmundo para o Vasco 97, Zico para o Flamengo 80,81,82, 83 e 87, Falcão para o Inter 75,76 e 79, Bobô para o Bahia 88, Túlio para o Botafogo 95, Careca para o Guarani 78, Renato para o Grêmio 83, Raí para o São Paulo 92, Riquelme para o Boca 2000, Sócrates para o Corinthians 82 e 83, Assis e Washington para o Flu 84, Robinho para o Santos 2002… Acho que complicou, não?
– Em 1962, o Brasil perdeu Pelé, mas tinha Garrincha. E agora tem…
– Aí que um Ronaldinho Gaúcho faz falta. Não vejo no elenco da seleção outro jogador com capacidade de desequilibrar como Neymar.
– Para quem não gosta do R-10 (um gênio, na minha opinião) outros jogadores que não foram levados e tinham condição de fazer algo diferente: Robinho e Lucas.
– Mas vou tentar ser otimista. Assim como a Itália 2006, o Brasil pode ser campeão mundial tendo como craque um zagueiro. David Luiz pode repetir a façanha de Cannavaro.
– Ah, em 1962, quando o Pelé se machucou, o Amarildo entrou bem. Vamos acreditar que o mesmo aconteça.
– E mais um caso: em 1977, o Corinthians perdeu o seu craque, Palhinha, para a grande decisão contra a Ponte Preta. E o Timão, mesmo sem o seu camisa 10, bateu a forte Macaca e saiu da fila.
– A França, sem Ribéry, não conseguiu passar da Alemanha. Será que o Brasil, sem Neymar, consegue?
– Felipão acertou ao tirar Daniel Alves. E Paulinho cresceu com isso. Foi a melhor partida do ex-corintiano na Copa do Mundo de 2014.
Fonte: Blog do Micheletti

