Se os números de gols tomados expõem a fragilidade do time (o Flamengo continua com a defesa mais vazada do campeonato, com 20 sofridos), um alento surgiu nos últimos jogos: nas três partidas sob o comando de Luxemburgo, as redes rubro-negras foram balançadas apenas uma vez. Para o técnico, não se trata de uma evolução da zaga, mas sim da mudança de posicionamento da equipe.
— Não é questão da defesa. É da equipe, do posicionamento, de não dar espaço para jogar. Consegue ir à frente e não deixar espaço. Estamos conseguindo colocar essa característica de um time que joga em conjunto.
Desde o início do campeonato, é a primeira vez que o time consegue essa média em três jogos seguidos. Graças a ela, alguns jogadores vêm conseguindo se destacar individualmente. É o caso do zagueiro Marcelo, que estreou justamente no clássico contra o Botafogo; e de Cáceres, que voltou a ser titular com Luxa.
— Cáceres jogou com um pouco de dor. Mas é paraguaio, sente dor mas vai para o pau, não tem esse negócio de dor. Futebol é assim. Se tiver qualquer dorzinha e sair fica complicado — elogiou o treinador.
A dupla, aliás, não sabe quando irá jogar junta de novo. O desfalque do paraguaio já é certo no domingo, contra o Coritiba — ele levou o terceiro amarelo. Marcelo não sabe se continuará como titular, já que vinha jogando no lugar de Samir, que está em fase final de recuperação de uma lesão na coxa.
E se o Flamengo mostra sinais de evolução defensivamente, o mesmo não se pode dizer na frente. O time continua com dificuldades para finalizar. Além de chutar pouco a gol, erra a maioria das tentativas.
— Nesse momento, não estamos preocupados em marcar quatro gols. Se estivesse fazendo isso, eu não teria vindo para cá nem o Flamengo estaria na situação em que está. Vamos caminhar sofrendo — minimizou Luxa.
Fonte: Extra Globo

