Fala sério, só depois do chocolate que tomamos na Copa do Mundo, que passamos a discutir o futebol brasileiro com mais responsabilidade. Talvez se tivéssemos ganhado a Copa, tudo continuaria da mesma forma.
Quando íamos enfrentar qualquer time Europeu ou Sul Americano, tempos atrás não ficávamos com medo. Na América do Sul, as únicas equipes que mexiam com a gente eram as argentinas e uruguaias. As paraguaias, somente as pedradas preocupava, fora isso tirávamos de letra. O motivo era simples, estávamos léguas de distância na frente deles. Hoje nos igualamos ou até ficamos para trás.
Antigamente os meus ídolos eram jogadores brasileiros. Hoje a nova geração de torcedores, onde incluo meu filho, se perguntado saberá dar a escalação do Chelsea, Barcelona, Real Madrid, inclusive com os reservas. Em compensação não sabe nem quem joga no time que ele diz torcer. Na verdade ele não torce, apenas tenta agradar a mim ou a mãe.
Os garotos da minha época sonhavam em jogar em times como Flamengo, Cruzeiro, Corinthians, Internacional e outros considerados grandes. Hoje não. Apenas usam esses times como trampolim, já que o sonho é jogar na Europa. Somente os medianos ou em fim de carreira ficam aqui no Brasil. Dai a qualidade do nosso futebol jogado aqui estar péssimo. E pior caro! Tanto para os clubes como para os torcedores.
As bases foram transformadas em banca de negócios. Muitas vezes só conhecermos determinados jogadores, quando são convocados para uma seleção base e principal ou assistindo os jogos de fora do Brasil.
Não adianta mudar tudo na seleção. Trocar treinador e comissão se onde tudo começa ficar do mesmo jeito. A seleção só existe em razão dos clubes. Ou seja, a seleção é um produto final, trabalhado ainda na base.
É preciso que os clubes se unam e tracem uma politica de ajuda mutua. Não adianta ter somente um clube forte e os demais arrebentados como acontece. Os dirigentes não podem mais agir como torcedores. Precisam mudar a forma de pensar. Eles têm a obrigação de serem gestores e não diretor torcedor. Quem gosta de ver o outro time quebrado é torcedor.
Já imaginaram um futebol sem alguns clássicos como: Flamengo e Vasco, Corinthians e Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG, Internacional e Grêmio e outros tantos, Bavi, Atletiba, não terá graça.
Canso de ver dirigente tentar ridicularizar seus rivais como se isso fosse bom. O que adianta ver um time disparar no campeonato e os demais ficarem para trás. O preço é caro por isso. Estádios cada dia mais vazio. Ano passado jogos considerados clássicos como um Fla x Flu, foi assistido por menos de 15 mil torcedores. Público de Flamengo e Madureira no Carioca épocas atrás.
Portanto colegas é preciso uma restruturação global, onde os clubes se valorizem e com eles a base, permitindo revelar e manter os nossos craques. Hoje a base virou banca de negócios apenas vendendo para fazer caixa. Mas para isso é preciso seriedade e interesse verdadeiro de transformação. Temos tudo para voltarmos ao topo do mundo no futebol, faltando apenas interesse mútuo. Ficar olhando somente para seu umbigo, já está provado que não adianta.
A evolução que todos pedem tem que começar por uma restruturação global. Não é mudando o treinador da seleção brasileira ou trazendo treinadores de fora como alguns vivem pregando. O que adianta trazer um treinador europeu, quando não temos qualidade e estrutura. Alguém acha que Mourinho ou Pepe Guardiola iria treinar um time onde os salários atrasam? Claro que não.
Resumindo. Se não mudarmos o modo de gerir o futebol brasileiro, o pior virá com certeza.
Fonte: Lanceativo



























