Foram necessários dez anos – nove como profissional – para Paulo Victor quebrar, enfim, qualquer possível desconfiança vinda da arquibancada. Tido muitas vezes como eterno coadjuvante do gol rubro-negro, o goleiro, que chegou à Gávea em 2004, chamou a responsabilidade e se tornou o protagonista de um filme dramático, porém, com final feliz e inimaginável por muitos torcedores.
Antes, reserva de Bruno. Depois, de Felipe. Após anos e anos vendo os titulares levantando taças com a camisa rubro-negra, Paulo Victor ainda não pode dizer que foi o destaque de um título do Flamengo. Ele, contudo, mostra que irá guardar para sempre na memória a atuação diante do Coritiba, que culminou na improvável classificação do Fla às quartas de final da Copa do Brasil.
– Estou feliz demais. Dormi muito contente com tudo o que aconteceu no jogo. Era uma missão difícil, mas fomos capazes de mudar uma situação complicada – comentou o camisa 48 do Flamengo, na tarde desta quinta-feira, no Ninho do Urubu.
Coincidência ou não, Paulo Victor, logo depois da melhor atuação dele pelo Flamengo, irá completar 70 jogos pelo clube. Para ele, entretanto, a meta que será atingida na partida contra o Grêmio, sábado, no Maracanã, não marca o melhor momento dele como profissional.
– São 70 jogos, é um momento importante. Mesmo assim, preciso ter humildade. Sabemos como tudo muda rapidamente. Por isso, preciso manter os pés no chão e sempre trabalhar para poder dar o melhor para o Flamengo – disse o goleiro, que tem contrato com o clube até o fim de maio de 2016.
Fonte: Lancenet

