Foram oito anos de espera. Paulo Victor amargou a reserva, muitas vezes o último da fila, desde 2006. Assistiu a quatro títulos cariocas, um brasileiro e um da Copa do Brasil. Neste domingo, contra o Atlético-PR, às 16h, na Arena da Baixada, fará seu 22º jogo consecutivo como goleiro titular, o 28º na temporada. Dono da posição, o camisa 48 passou boa parte do Brasileiro convivendo com o temor de ser rebaixado na sua primeira competição como titular. Agora, espera pelo alívio final. Faltam oito pontos para anular o risco de degola.
“O pensamento é o mesmo de antes. A matemática não deixa (respirar aliviado). Temos que somar pontos. A nossa diferença para o Atlético Paranaense é de três pontos. É importante vencer sempre. Duas derrotas seguidas, ou uma derrota e um empate, nos deixam mais perto da zona de rebaixamento de novo”, afirma Paulo Victor.
Neste domingo, o goleiro até sonha ser campeão. Assim como aconteceu com a carreira dele, o ano do Flamengo sofreu uma reviravolta.
Se antes a Copa do Brasil parecia um estorvo na luta contra a queda para a Série B, agora se apresenta como a chance de Paulo Victor conquistar seu primeiro título em campo, embora ele mantenha os pés no chão.
“Sobre a Copa do Brasil, estamos felizes de estarmos na semifinal. O jogo contra o América de Natal foi complicado. E para chegarmos à final temos que primeiro passar pelo Atlético Mineiro. No Campeonato Brasileiro, é diferente, pois não brigamos pelo título. É um outro campeonato e temos que sair da confusão”, simplificou.
Em 27 jogos este ano, Paulo Victor sofreu 21 gols — média de 0,77 por jogo. A evolução do time tem no desempenho da defesa sua base. O goleiro prefere dividir os méritos com a equipe toda: “Vejo um time mais sólido e, da mesma forma que elogiam a defesa, elogiam o ataque.”
Fonte: O Dia

