Os jogadores da seleção brasileira sub-21 chegaram nesta segunda-feira a Cuiabá, onde enfrentarão a Bolívia na próxima sexta, na Arena Pantanal. Ao longo do dia, pequenos grupos de atletas se apresentaram no hotel em que a equipe está concentrada, entre nomes que têm sua primeira chance e outros já acostumados com a base do Brasil. A intenção do técnico Gallo é observar os novatos durante a preparação – na próxima segunda, está marcado o duelo com o sub-23 dos Estados Unidos, em Brasília.
– Nós temos uma base, vamos testar alguns jogadores, trabalhar um pouco na parte tática. Vamos colocar nossa proposta de jogo para eles. Até sexta-feira a gente vai pensar em fazer essa situação para chegar no jogo e os novos jogadores entenderem o que a gente quer – explicou o treinador.
Em relação ao grupo que disputou três amistosos no Catar em setembro, há 11 novidades: os goleiros Andrey e Georgemy, o lateral Claudio Winck, os meias Fred, Kelvin e Matheus Biteco, os atacantes Talisca, Thalles e Felipe Gedoz, e os zagueiros Nathan e Samir. O jogador do Flamengo, aliás, comemorou seu retorno à seleção sub-21. Depois de recuperar a vaga de titular na equipe carioca, o defensor também retomou espaço com Gallo.
– Quem não fica feliz em voltar para a Seleção? Não estaria aqui se não fosse o Flamengo, agradeço aos meus companheiros, ao professor Vanderlei (Luxemburgo) pela confiança que tem no meu trabalho, e ao professor Gallo por ter visto meu futebol. Espero corresponder à altura assim como venho correspondendo no Flamengo.
Outra novidade é o volante Matheus Biteco, do Grêmio. Apesar de já ter passado por outras seleções de base, o jogador terá sua primeira oportunidade com a equipe sub-21 e aprovou a ideia de atuar no Brasil para se adaptar à pressão da torcida.
– Acho legal da parte do Gallo ver isso como experiência para nós, para nos adaptar à torcida, e a torcida nos conhecer melhor. Vai ser uma coisa boa. Tem tudo para dar certo. A gente está acostumado com pressão, mas essa experiência com a seleção é um pouco diferente.
Por outro lado, o atacante Ademilson, figura comum nas seleções de base, ressaltou que a experiência com a equipe que pode jogar a Olimpíada é diferente.
– A gente vem crescendo a cada categoria, mas é sempre diferente. Tem que mostrar mais maturidade e experiência para ficar mais perto das convocações principais. A gente espera se manter para chegar na seleção principal e nas Olimpíadas.
Um dos nomes mais experientes da equipe, o jogador são-paulino não descartou um trote nos novatos.
– Ainda não pensei (risos). O pessoal é mais velho que eu, mas sempre tem uma brincadeirinha para quem vem chegando se entrosar mais rápido.
Fonte: GE

