É o ai Jesus…

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A rodada 34 era festiva, não havia mais disputa por vaga na Libertadores e nem luta contra o rebaixamento, jogo de despedida do Flamengo no Maracanã este ano e dia seguinte ao aniversário de 119 anos do clube. Não preciso dizer o que sempre acontece em jogo festivo no Flamengo, não é?

A semana foi positiva com descanso na quarta-feira e, à exceção de Eduardo (machucado), Léo (suspenso) e Cáceres (servindo a seleção), todos estavam à disposição de Luxemburgo, que optou por um time quase titular.

Paulo Victor – Léo Moura, Wallace, Samir, Anderson Pico – Canteros, Márcio Araújo, Mugni – Gabriel, Nixon, Éverton.

Márcio Araújo acabou ficando mais preso no lugar de Cáceres e Canteros alternava entre ficar e subir, fazendo-o mais pela direita. A disciplina tática na marcação permitiu que Mugni ficasse mais solto e mais perto do trio de ataque, o que funcionou muito bem no início do jogo, até que Nixon subiu pela direita e cruzou na medida para Mugni, dentro da área, abrir o placar.

Como já estamos acostumados, o Flamengo recuou e abdicou de jogar, esperando o Coritiba errar para arriscar um contra-ataque. O jogo ficou chato, morno, mas Mugni conseguiu arrancar uns elogios da torcida pela movimentação. A defesa, por outro lado, via o Coritiba arriscar e tentar muitos cruzamentos, nenhum dos dois laterais do Flamengo conseguia marcar bem o suficiente para evita-los, mas Samir conseguia ganhar boa parte das jogadas aéreas na defesa.

Infelizmente já no fim do 1° tempo Samir sentiu a coxa e teve que ser substituído, mas ao invés do alto Marcelo, entrou o baixo, lento e pesado Chicão. E, a partir dessa substituição, é que a letra do hino começou a vir a minha mente, descrevendo exatamente meu sentimento em relação a defesa rubro-negra.

Para o 2° tempo o Coritiba voltou com alterações buscando o empate e, quem sabe, a vitória já que luta contra o rebaixamento. A proposta de jogo foi a mesma, o Flamengo todo atrás esperando recuperar a bola e então sair em velocidade com um dos 3 atacantes. Aos 12 minutos Gabriel recebe na direita, corre e se livra do marcador penetrando na área, rolando para o meio, onde Éverton entrava em velocidade e ampliou o placar.

Tudo muito bem, certo? Errado! O Flamengo teve a chance de aumentar ainda mais o placar quando Éverton sofreu pênalti, mas Chicão bateu muito parecido com Léo Moura e Vanderlei defendeu sem problemas. O Coritiba cresceu no jogo, Anderson Pico visivelmente cansado no 2° tempo bobeou na defesa, deixou Joel receber sozinho e marcar o gol que acenderia o ânimo Coxa Branca.

Pressão do Coritiba, que resolveu partir pro chuveirinho e toda bola na área era o ai Jesus! Ninguém pulava, parecia que jogavam com cimento na chuteira. Foi então que Canteros fez linda jogada e deixou Nixon cara-a-cara com Vanderlei, o centroavante tirou a bola do goleiro e ampliou a vantagem para 3 a 1… Tudo tranquilo, certo? Claro que não!

Luxemburgo corretamente tirou os dois jogadores que voltavam de lesão e colocou Igor e João Paulo, o que ajudou a melhorar um pouco a defesa. Anderson Pico foi pra lateral direita e passou a ficar na sobra da bola, posição que geralmente Léo Moura ocupa. Sendo baixo e muito pesado, Anderson estava perdendo tudo pelo alto, cansado também não conseguia acompanhar o ataque do Coritiba, na nova posição além de parar de atrapalhar ainda “fez um bonito” pra torcida tirando algumas bolas perto do gol.

Mas 3 a 1 não é motivo para desespero né? Acontece que apenas 3 minutos depois de Nixon ampliar, após pressão do ataque curitibano e um lance que o bandeira errou duas vezes seguidas contra o Flamengo. Cobrança da falta, que não houve, e Joel marcou o segundo gol. O time recuou ainda mais e foram mais 10 minutos de pressão e quase empates, a defesa tomando um sufoco tão grande do chuveirinho curitibano que até Alex quase marcou de cabeça.

Será que Luxemburgo não aprendeu nada com os dois jogos anteriores e continuará sem mostrar evolução após esse sofrido 3 x 2? Até quando o Flamengo ficará encolhido deixando o outro time controlar o jogo? Quando veremos o meio-campo do Flamengo com a posse da bola, cadenciando, controlando o jogo? Até quando iremos aturar Chicão e toda sua lentidão e ineficiência aérea em campo?

Em tempo: 28 mil presentes, 23 mil pagantes, mesmo sem o Flamengo disputar mais nada esse ano, enquanto o clássico Fluminense x Botafogo foi vazio e com o tricolor brigando por vaga na Libertadores. Imagine o desespero do consórcio do Maracanã ao saber que não terá mais esse ano a renda dos jogos do Flamengo pra cobrir o prejuízo dos outros cariocas?

Saudações Rubro-Negras

Fonte: Flamengo em Foco

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