Presidente do Flamengo, Bap garantiu que o projeto do estádio não está abandonado
Alvo de disputa política no Flamengo nos últimos tempos, a construção do estádio no terreno do Gasômetro segue no radar. Nesta semana, o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, trouxe atualizações sobre a situação da futura casa do Mengão. O mandatário garantiu que o projeto não está abandonado.
— É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Agora, eu me sinto absolutamente à vontade no Maracanã. O Flamengo joga em casa em todos os estádios que ele vai. Tirando dois ou três lugares que a gente vai jogar, contra o Corinthians em São Paulo, ou contra, de repente, um outro clube grande, o Flamengo se sente em casa em todos os cantos. Então, esse não é um projeto abandonado, como você falou —, relatou Bap, em entrevista ao ‘Barbacast’.
— Tem, sim, problemas, como nós dissemos à época da eleição, que a situação disse que não tinha problema nenhum, e tem. Tinha uns problemas que nós dissemos que havia. Nós trabalhamos nisso de forma constante e consistente aqui. Agora, nós temos os desafios ali, por exemplo, da Naturgy, o daquela estação de gás ali, que abastece 400 mil cariocas. Enquanto eles não saírem dali, e esse é um problema da prefeitura, nós não podemos mexer naquilo. Tem tubulação ativa de gás ali embaixo. E depois que tirar, os especialistas dizem que tem que ter mais dois anos de descontaminação —, acrescentou.
QUANTO O FLAMENGO GASTARÁ PELO ESTÁDIO?
A gestão Rodolfo Landim, responsável pela compra do terreno do Gasômetro, esperava investir menos de R$ 2 bilhões com a construção do estádio. Porém, a equipe de Bap assumiu o clube em 2025, realizou novos estudos, e crê em quase R$ 3 bilhões para que a casa rubro-negra fique pronta.
Além disso, Landim havia prometido a entrega do estádio para 2029. No entanto, Bap trata o prazo como inviável e, caso consiga avançar com as conversas da arena, acredita que o palco ficará pronto em 2036, com possibilidade de ampliação do período.
— Então, assim, ainda que eu tivesse os R$ 3 bilhões para fazer o estádio hoje, eu não poderia fazer, porque haveria esse impedimento concreto e real. É por isso que nós não estamos fazendo agora? Não é verdade. Mas existe uma série de variáveis, sobre as quais o Flamengo não necessariamente tem controle. Mas está abandonado no Flamengo? Não, não está abandonado de forma nenhuma —, encerrou.
QUAL É A OPINIÃO DO AUTOR?
— Bap sempre deixou claro, inclusive no período de campanha, que a prioridade é o Maracanã. Como o clube tem mais 18 anos garantidos gerindo o Templo Sagrado, não há pressa para a construção do estádio no Gasômetro. Quanto mais pressa, mais custos. O Bap pode deixar essa questão para futuras gestões, sem comprometer o caixa rubro-negro —, opinou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.
