Aloísio brinca com Montillo: “Vai para o Fla, time grande…”

O meia Montillo está vivendo uma situação desconfortável. O argentino tem contrato de mais dois anos com o Shandong Luneng, mas deseja se transferir para o Flamengo alegando que a família não está feliz na China. Apesar de ter manifestado publicamente o desejo de transferência, a decisão não depende dele. Os dirigentes do Rubro-Negro precisam convencer o presidente do clube chinês a liberar o jogador. Para deixar a novela com tom ainda mais dramático, o time asiático encontra-se no Rio de Janeiro para uma pré-temporada e utiliza as instalações da equipe carioca. Quem convive diariamente com o possível novo camisa 10 da Gávea garante que o imbróglio não o incomoda e que o grupo já faz brincadeiras sobre a provável mudança.
– Ele é meu companheiro de quarto, a gente sempre fica junto. Ele está igual, o Montillo não muda. Continua com o mesmo jeito brincalhão. A gente sempre brinca: “Vai para o Flamengo, time grande…”. Nós sabemos o que o Flamengo representa para os brasileiros, a torcida, jogar no Maracanã, nós brincamos, mas quem decide é ele. Se eu pudesse escolher, gostaria que continuasse ao nosso lado.
Durante a entrevista, feita no salão de entrada do hotel que hospeda a delegação chinesa, um torcedor argentino abordou Aloísio perguntando por Montillo. O brasileiro não se incomodou e telefonou para o companheiro avisando que um compatriota gostaria de vê-lo. O meia apareceu e foi questionado pelo fã se estava gostando da experiência na China: “Não”, respondeu com um sorriso amarelo no rosto. A resposta foi curta, mas a mudança no semblante dizia muito mais do que qualquer palavra.
Se depender da vida no Rio de Janeiro, Montillo não terá problemas caso acerte com o Flamengo. O argentino achou a cidade bonita, apesar de ter lamentado a falta de oportunidades para conhecer os pontos turísticos.

– Para mim e para minha família o Rio tem tudo.
Aloísio pode perder um companheiro importante, mas vai ganhar outro. Diego Tardelli deverá se juntar ao grupo ainda nesta semana. Feliz com a chegada, o atacante conhecido pelo apelido de “Boi Bandido” teme pelo futuro do jogador ex-Atlético na seleção brasileira, reconhecendo que a China é um país de menor visibilidade apesar do crescimento do futebol no país.
– É um grande jogador, pode continuar (na Seleção), mas perde toda a visibilidade. Os jogos não são transmitidos para o Brasil e é difícil os caras irem lá assistir. São 25 horas de viagem, fora as escalas.

Fonte: GE

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