Copinha mostra volantes com perfis mais armadores.

Pirlo, Kroos, Xabi Alonso e Gerrard são exemplos de jogadores que armam o jogo de trás, recuados, lançando os atacantes ou finalizando de fora da área com eficiência. Nos clubes brasileiros, raros são os atletas que atuam assim. Há os volantes que marcam e compensam avanços dos laterais, e os que avançam com a bola, tabelando e entrando na área. Sem, porém, pensar o jogo. Lucas Silva, do Cruzeiro, talvez seja uma exceção. E a Copa São Paulo, mostra uma tendência interessante nesse sentido.
A posição de volante é a mais bem servida nos clubes grandes. Com nomes como Gustavo, do São Paulo, que vira o jogo com passes de 30 metros com uma facilidade impressionante. Joga com a camisa 5, inicia a saída de bola do time e ainda chega na área adversária para finalizar com qualidade. Ele é bem acompanhado por Matheus Queiróz, camisa 8 que, além da qualidade técnica, se destaca pelo dinamismo em campo.
Quem também se destaca na turma é o canhoto Marciel, camisa 8 do Corinthians. O jogador, que pertente ao Fragata-RS, do ex-volante Emerson, é um dos principais articuladores de ataque do Timão, chega bem para chutar de fora da área e se impõe fisicamente sobre os adversários. Ikaro, do Fluminense, impressiona pela técnica e qualidade no passe longo, além do dinamismo.
A lista não para por aí. Inclui também o rubro-negro Jajá, camisa 10 que joga como volante e meia e mostra muita eficiência nos passes longos, armando o jogo recuado em alguns momentos. No mesmo perfil, Bruno Cosendey, do Vasco, se aproveita do passado na meia para finalizar com precisão e facilitar com que a bola chegue redonda nos atacantes.
Não podem deixar de ser citados Lucas Marques, do Internacional, e Julio César, do Coritiba, de apenas 17 anos e com um aproveitamento espetacular na bola parada, tanto em faltas diretas quanto em bolas levantadas. Ruan, do Criciúma, tem um perfil um pouco mais marcador, mas impressiona pela técnica e é o capitão do time. Fernando Medeiros, do eliminado Santos, é outro cujo talento salta aos olhos, e tem condições de armar o jogo quando necessário.
A mudança também faz com que volantes mais marcadores mudem de posição. Os mais altos, como Marlon, do Fluminense, e Nathan, do Palmeiras, viraram zagueiros. Os mais baixos devem ir para as laterais.
Não há como prever o futuro desses jogadores. É provável que alguns se firmem nos profissionais, e outros não. É possível também que mudem um pouco suas características durante a carreira, ou que percam espaço para um “cincão”, um cão de guarda que fecha a defesa e ajude a garantir o emprego do treinador da vez evitando gols. Mas, ao menos na formação, a busca por esse jogador que pensa o jogo mais recuado existe. E há a possibilidade dessa mudança ser observada no Brasileirão nos próximos anos.
Fonte: Na Base da Bola

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