Ferj, não fod*, porr*- II

Lembram do texto “Ferj, não fode, porra“? Então, não satisfeita, a Ferj foi divulgando outros artigos absurdos que só fazem o Campeonato carioca ficar ainda mais insignificante.
Elenco de Libertadores em Carioca:
Além de limitar o número de inscritos para 28, evitando que sejam usados times sub-20, caso o clube vá participar da Libertadores, 21 terão que estar inscritos na competição continental.
É inadmissível a federação regular quem o time vai escalar para o time titular. Como já havia dito no primeiro texto, esse é um erro absurdo que vai fazer os grandes clubes desgastarem seus atletas de alto nível para jogar contra times medíocres em campos emburacados em uma época de calor intenso no Rio de Janeiro.
Lei da mordaça:
Já havia um código de “ética” que multaria os clubes que anunciassem com antecedência que usariam times reservas no carioca. Foi pouco. Agora eles vão punir em 50 mil o clube que criticar o estadual – mesmo que essa crítica venha de blogs, se for comprovada a relação com a diretoria. Caso as críticas se repitam, a multa dobra de valor. Mas fiquem calmos, essa mesma multa cai pela metade se o clube se retratar em nota oficial até 48hs após o ocorrido.
Em que tipo de sociedade democrática pode ser punida uma crítica? Caso haja danos morais, calúnia ou algo do tipo, com a declaração de qualquer pessoa jurídica ou física, existe lei aplicável para punir e ressarcir de alguma forma a vítima. Então, o que seria essa regra da Ferj se não uma Lei da Mordaça? Como alguém consegue concordar com isso? Que tal perguntar ao Eurico Miranda?
O Michel Assef deu uma declaração (veja aqui) recente falando dessa regra absurda afirmado que isso não foi acordado com os clubes, o que tinha sido falado foi para evitar críticas, ou seja, passa a ser uma decisão ainda mais ditatorial.
Não esqueçam que o advogado Marcelo Jucá falou que não haveria Lei da Mordaça no Campeonato Carioca, BALELA.
Preços promocionais:
A última notícia foi que o campeonato terá apenas meia-entrada a venda para os jogos com preços variando de 5 a 50 reais – 50 seria para os clássicos. Claramente uma medida para tentar recolocar o público nos estádios, mas novamente pode causar prejuízo aos clubes.
Vasco joga em um estádio pequeno sem muitos gastos por pessoa. Botafogo deve jogar no Engenhão, o que diminui os gastos. Fluminense joga no Maracanã, mas não se preocupa com os gastos do estádio graças ao seu contrato. Apesar disso, foi o único a ficar do lado do Flamengo ao reclamar desses preços absurdos.
É dever do Flamengo analisar os gastos e a demanda para fazer a oferta. Não é dever de dirigente externo congelar os preços dos produtos oferecidos pelo Flamengo. Se não me engano, essa ideia surgiu com o Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, que havia falado em preços promocionais para que esse campeonato fosse especial em comemoração aos 450 anos da cidade. Ora, quer fazer do campeonato parte da festa? Então ajuda a pagá-la.
Se você, leitor, gosta do campeonato carioca pela tradição, me desculpe, mas sou de uma geração que não consegue dar valor a um campeonato de péssima qualidade dentro de campo que só dá prejuízo ou é pouco rentável para o esforço depreendido para participar dele. E as atitudes do Rubens Lopes, Eurico e companhia só me fazem ter mais repulsa por esse campeonato retrogrado.

Fonte: Fla Imparcial