Globo Esporte – A sexta-feira começou com uma boa notícia para a torcida tricolor, a renovação do contrato de Fred por quatro temporadas. A diretoria, agora, tenta resolver a permanência de outras peças importantes do elenco e que recebiam direito de imagem da Unimed, antiga patrocinadora, casos de Wagner, Cícero, Walter e Jean.
Cícero é alvo de interesse de clubes como o Flamengo, mas o vice de futebol Mário Bittencourt disse que não recebeu nada oficial e que o meia permanece. O jogador passaria a receber da Unimed este ano, mas o fim da parceria o prejudicou.
– Não recebemos nenhuma proposta oficial de nenhum clube brasileiro. Não negociamos ele com nenhum clube. Até para antecipar, Flamengo fez apenas uma proposta, a pelo Conca. E fizeram de forma correta. Sobre o Cícero, não houve conversa, apenas especulação. Se chegar para ele ou qualquer outro, vamos avaliar. Hoje ele é atleta do Flu e vai continuar sendo.
Nos casos de Wagner e Jean, a situação parece mais próxima de ser concretizada. Bittencourt revelou que o volante teve uma boa proposta para sair, mas que seu desejo é defender o Fluminense em 2015.
– Os dois têm contratos e desejam cumprir. As conversas caminharam bem e estamos perto de sacramentar. Não chegou proposta oficial pelo Wagner. Jean teve algumas sondagens interessantes, mas ele sempre disse que quer permanecer.
Sobre Walter, o dirigente foi mais econômico, mas não menos taxativo.
– Idem. É atleta do Fluminense e segue conosco.
Diante de uma nova realidade financeira a partir da saída da antiga patrocinadora, o Flu tenta não perder força e, ao mesmo tempo, não sair de seu orçamento. Para manter seus principais nomes, como aconteceu com Fred, a diretoria pretende utilizar a verba que era destinada ao pagamento de atletas que saíram, como Conca, Carlinhos, Bruno e Sobis.
– Tudo que estamos fazendo está dentro do nosso orçamento. Alguns jogadores saíram e parte dessa verba está sendo investida nos que ficaram. O clube é viável financeiramente. Em cinco, seis anos, acho que podemos ter nossas dívidas equacionadas e, quem sabe, fazer investimentos mais pesados – finalizou Mário Bittencourt.
