Extra Globo – O goleiro Ricardo Berna, do Macaé, segue indignado após ter sido agredido por torcedores do Flamengo, sábado, antes da partida válida pelo Campeonato Carioca, no Moacyrzão. Vândalos invadiram o vestiário da equipe mandante, roubaram e agrediram jogadores, entre eles Berna que, por conta da agressão, teve um pequeno corte no queixo. Em entrevista ao Jogo Extra, o goleiro demonstrou toda a sua insatisfação com as declarações do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que citou “estranheza” ao comentar os fatos.
– Achei lamentável. Ele está mais preocupado com questões políticas. O ser humano vai ficando em segundo plano. Ele precisava se posicionar de uma maneira construtiva, é presidente de um grande clube, e não deste jeito. Eu gostaria de ver se fosse um jogador do Flamengo agredido, se ele teria esse posicionamento – disse Berna, que contou cerca de cem invasores ao vestiário.
– Foram aproximadamente cem torcedores do Flamengo que entraram lá, eram muitos realmente. Eles não entraram de uma vez só, foram entrando aos poucos. Pelo que eu entendi, foram torcedores que quiseram entrar em pagar. Eles não sabiam onde estavam entrando. Já cometeram um crime só ao entrar em uma propriedade privada. Volto a frisar, o papel do torcedor é na arquibancada. Precisam ser punidos – acrescentou.
Por fim, Berna preferiu não achar um só culpado para o caso. Ele só pede que a situação não passe em branco e as providências sejam tomadas o quanto antes.
– O que não pode é ficar o jogo de empurra. Isso tem que ir para o judiciário. O futebol brasileiro não pode continuar deste jeito – afirmou.
O Flamengo volta a jogar nesta quarta-feira, contra o Barra Mansa, no Maracanã. Já o Macaé, de Berna, enfrenta o Friburguense nesta quinta, em Friburgo.
