90Min – O futebol é um campo fértil para nossa imaginação. A maior paixão do brasileiro é movida numa linha tênue entre certezas absolutas e mitos construídos ao longo da história.
Histórias mal contadas, teorias da conspiração e envolvimento emocional (ou clubismo) são alguns dos elementos que apimentam esse debate em torno da veracidade de certos episódios.
Aqui, tentaremos esclarecer alguns causos do esporte que, até hoje, mexem com a gente. Embarque nessa leitura conosco e deixe sua opinião!
1. Pelé realmente ultrapassou os 1000 gols?
Sim, Pelé ultrapassou a barreira de mil gols. Mas é importante fazermos certas ressalvas sobre a marca do Rei.
A discussão sobre os números do “Atleta do Século” ganhou muita força em 2007, quando Romário perseguia a marca. Não raro, víamos jornalistas, historiadores e o próprio Pelé, desprezarem a marca do Baixinho. Argumentos como “você conta gols em categorias de base” eram usados para sustentar que apenas o Rei teria alcançado a marca.
Encucada, a Revista Placar fez um minucioso levantamento, estabelecendo critérios equivalentes e fazendo valer para o Rei, as mesmas desculpas que se usava contra o melhor do Mundo em 94. O resultado foi surpreendente: Pelé superava Romário no total de gols marcados, mas por uma margem muito distante daquela que era amplamente divulgada; Pelé marcara 720 tentos, enquanto Romário, ainda em atividade – e em busca do seu milésimo -, estava em 716.
Jornais estrangeiros (como “Bild”, da Alemanha; “El Grafico”, da Argentina e “A Bola”, de Portugal) também levantam suspeitas sobre a contagem de Pelé. Não raro, encontramos informações de que atletas como Puskás e Eusébio teriam superado o Rei em números. Até o pouco conhecido Josef Bican, titular do Wünderteam (“o time maravilhoso”, referência à seleção austríaca da década de 30), estaria a frente do Rei.
A discussão foi acirrada ainda mais quando Túlio Maravilha, reconhecido fanfarrão do nosso futebol, disse estar próximo do milésimo. Contra o goleador, argumentos como “você conta gol de pelada”. Pois bem, o tal gol 1282 do Rei foi marcado em uma partida beneficente entre seleções do Sul e Sudeste. Na ocasião, Pelé já tinha aposentado suas chuteiras.
Portanto, da próxima vez que discutir se o Rei realmente fez tudo o que diz, não nos esqueçamos de incluir essas ressalvas.
2. Quem é o legítimo campeão da Copa União de 87?
A mais polêmica edição de campeonato brasileiro na história ainda rende boas discussões e nem mesmo uma decisão na Justiça irá mudar esse cenário. Para entender a fundo o debate é necessário ir na raiz do torneio, sua criação – e, aqui, haveria pouco espaço para contar em detalhes essa formidável e controversa história.
Para os torcedores que não viveram aquela época, reproduzir verdades é uma forma irresponsável de julgar a história. Fato é: a Justiça hoje reconhece o Sport como único campeão do torneio; grande parte da mídia – e diversos dirigentes, entre Carlos Miguel Aidar e Eurico Miranda – reconhecem o Flamengo como legítimo campeão – uma rápida busca no youtube confirma essa tese. Quem tem, afinal, a razão?
Os dois lados têm razões e olhar para o cenário desapegado de clubismos é fundamental para entende-lo. Listo alguns argumentos, deixando o veredicto a julgamento do leitor.
1. Sem a Copa União, o Sport não teria disputado o título: sim, em 1986, o Sport foi rebaixado à segunda divisão. Como o torneio em 87 não respeitou critérios técnicos – o Guarani, vice-campeão no ano anterior, não teve vez na elite, por exemplo -, o Sport acabou sendo beneficiado, ao ganhar uma vaga que pertenceria à Ponte Preta – sim, o Sport entrou no módulo amarelo pela janela e por conta de critérios comerciais.
2. A proposta original previa um cruzamento entre módulos, mas não definia o campeão: quando o torneio já tinha condições de ser iniciado, a CBF meteu seu bedelho e sugeriu mudanças, para mostrar quem mandava. A sugestão inicial – não aceita pelo Clube dos 13 – previa que os dois primeiros colocados de cada módulo se encontrassem em um quadrangular; os dois primeiros preencheriam as vagas da Libertadores. A definição de campeão surgiu já com o torneio em andamento e graças ao envolvimento de um certo cartola…
3. Eurico Miranda traiu o C13: o representante vascaíno foi representar o Clube dos 13 e o combinado era claro: rejeitaremos conjuntamente a proposta. Só que Eurico não é Eurico à toa. Eleito interlocutor do movimento, ele deu sinal verde para a CBF virar a mesa.
3. O Brasil vendeu a Copa do Mundo de 98 para a França?
Uma atuação de gala de Zidane, aplicação tática absurda da seleção francesa, apoio incondicional das arquibancadas. E um Brasil entregue, sem força mental para recuperar-se do baque. França 3 x 0 Brasil.
Ao fim da Copa do Mundo de 1998, que coroou a França como campeã do Mundo pela primeira vez em sua história, uma teoria da conspiração surgiu com força no país do futebol: o Brasil vendeu a Copa do Mundo de 98 para ter vantagem no mundial seguinte. A esdrúxula teoria incluiria um envolvimento de Nike e Adidas, fornecedoras das duas seleções – fato nunca comprovado.
O fato principal é que a França, antes desacreditada, cresceu barbaramente na competição. E viu amadurecer uma de suas mais talentosas gerações, que venceria a Euro, dois anos depois, e ainda a Copa das Confederações – e ainda teria fôlego pra levar diversos remanescentes à final, 8 anos depois.
O Brasil, por sua vez, fez uma Copa “na conta”. Uma primeira fase claudicante, com vitória sofrida sobre a Escócia e derrota para a Noruega e apresentações muito mais “na vontade” do que na técnica, diante de Dinamarca e Holanda. A ainda hoje mal contada história envolvendo Ronaldo, melhor jogador do mundo até então, também teve um óbvio peso – embora um minucioso dossiê tenha sido publicado pela Folha de São Paulo desmentindo a tal convulsão.
Só que, ninguém sintetizou tão bem o que aconteceu naquela noite quanto o narrador Galvão Bueno: “a nossa sorte é que esse Guivarc’h [atacante da seleção francesa] é muito ruim… senão estaríamos sendo goleados”. Esse é o retrato fiel de uma final que não foi vendida pelo Brasil. A França ganhou limpo, na bola. Para tristeza geral da nação.
4. O Flamengo reconheceu o Sport como campeão: em 97, o Clube dos 13 encaminhou à CBF um pedido para que a Copa União passasse a ter dois campeões – Flamengo e Sport. Isso representava um reconhecimento oficial do rubro-negro carioca ao título recifense.
4. A tecnologia pode revolucionar o futebol?
Em termos. É correto afirmar que há mudanças pequenas que podem promover grandes revoluções na modalidade. Mas é ilusório pensar que é possível replicar no futebol um modelo semelhante ao que ocorre na NBA ou na NFL.
A adoção do spray da barreira, por exemplo, é uma grande revolução; a tecnologia da linha do gol, outra. Mas pra ir além é necessário mais do que bons argumentos ou investimento: é necessário reformar o esporte como um todo.
Diferentemente do que ocorre nas grandes ligas americanas, o futebol está presente em tudo que é canto. E não há uma elite bem organizada e fim de papo. A Inglaterra, por exemplo, tem 9 divisões. No Brasil, são mais de 5 mil clubes, entre profissionais, semiprofissionais e amadores. Como emplacar tanta tecnologia em tantas frentes?
Outra questão importante: o uso de tecnologias como o replay dos lances alonga a duração da partida. E aumentar a grade horária na TV – especialmente a aberta – não é algo negociável.
Há ainda o elemento “polêmica”, que a imprensa tanto gosta. Afinal, escrachar um juizão e alimentar os erros de arbitragem vendem notícia.
Por fim, há uma questão muito complicada de fiscalizar: o juiz ladrão. Com tantas casas de aposta emplacando partidas de todo tipo de torneio, é simplesmente impossível fechar o cerco aos corruptos. Um escândalo grande, como o Calciocaos, que devastou a Liga A Tim, em 2005-06, é possível de reverter. Mas os esquemas são muito complexos. E acreditar que a adoção de uma nova tecnologia melhoraria isso é de uma ingenuidade tremenda.
5. João Saldanha é o responsável pela genial seleção de 1970?
Todo fã de futebol já ouviu/leu que jamais haverá um time como a seleção tricampeã mundial em 1970. O time capitaneado por Carlos Alberto Torres reunia vários fenômenos, como Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivellino e, claro, Pelé. No banco de reservas, um personagem que se confunde com a história da seleção brasileira: Mário Jorge Lobo Zagallo.
Uma história que se conta com frequência é de que Zagallo, na verdade, não foi o responsável por montar a seleção, e sim o técnico e jornalista João Saldanha. Grande bobagem. A razão pela qual Saldanha teria sido demitido – outra farsa – é que ele era declaradamente comunista, algo extremamente condenável no fim dos ano 60.
Saldanha teve uma parcela de responsabilidade na montagem do time, é claro. Mas foi chutado da CBD por conta dos maus resultados que antecederam a Copa do Mundo, além de um entrevero com vários atletas da equipe – e não por conta de um desentendimento com Médici, como se sugere com frequência.
Deu lugar a um treinador mais tranquilo, menos contestador e que entendia tanto – ou mais – de bola que o jornalista. Zagallo foi o responsável por inventar Rivellino e Jarzinho como pontas, por recuar o volante Piazza à condição de quarto-zagueiro e fazer variações durante a partida que, anos mais tarde, seriam enaltecidas no Barcelona de Guardiola, como a recomposição dos atacantes e a marcação alta.
Outro mito desta seleção é retratado no derradeiro gol daquele Mundial, marcado por Carlos Alberto. Após longa e bela troca de passes, o capitão fuzilou o gol italiano, selando o tricampeonato. O Brasil, na verdade, era mortal nos contra-ataques.
6. A Copa do Mundo é um argumento justo?
Tá pra nascer evento mais divertido e que prenda tanto nossa atenção quanto a Copa do Mundo. Mas, em linhas gerais, usa-la como “argumento definitivo” não só é injusto, como ajuda a distorcer – pra bem e pra mal – a realidade do esporte. Portanto, é necessário prudência.
Por exemplo: quantas vezes o futebol brasileiro não encontrou uma justificativa divina para explicar seus insucessos no torneio? Em 50, perdemos “por acaso”; em 82, “num apagão”, em 2006, fomos vencidos “pela farra de Weggis”. Ninguém nunca se perguntou quem estava do outro lado? Nunca analisou se nossos algozes eram de fato tão piores que nós?
Ok, a história talvez tenha sido injusta com gênios do quilate de Cruyff, Di Stéfano, van Basten, Zico e Zizinho. Mas não estamos sendo injustos com tantos outros fenômenos?
Tomemos a Copa de 74 como exemplo. A Holanda foi revolucionária, jogava uma barbaridade e tinha cracaços como Neeskens e Cruyff. Só que o time do brilhante Rinus Michels foi abatido por uma Alemanha que era formada pela base do Bayern de Munique, que seria tricampeão continental consecutivamente (74-75-76). Cruyff era um gênio? Beckenbauer também era. E seus coadjuvantes também não eram pouca coisa: Maier, Breitner, Hoeness e Muller foram gigantes do futebol mundial.
Ainda que tenha um peso inegável, seja “o topo do esporte”, a Copa representa menos de 10% de uma temporada. Pelé, por exemplo, com apenas 4 jogos em Copas do Mundo, já era bicampeão. Ele deveria, entretanto, ser mais lembrado pela campanha extraordinária em 70 e pela carreira riquíssima no Santos do que “por ser tricampeão mundial”.
7. A fama de “virar a mesa” do Fluminense é merecida?
O assunto é polêmico e a principal razão para tanto é a imagem acima, tirada em 97. Explico: rebaixado em campo no campeonato brasileiro de 96, o Fluminense foi beneficiado por uma decisão da CBF de revogar o descenso naquele ano. A razão? Um escândalo – até hoje sem conclusão – de arbitragem, envolvendo Corinthians e Atlético-PR e o então presidente da Conaf, Ivens Mendes. Com o não rebaixamento do clube carioca, o presidente Álvaro Barcellos teve a brilhante ideia de celebrar a continuidade do clube na elite, com uma imagem que até hoje provoca vergonha em torcedores – sejam eles tricolores ou não.
Na temporada seguinte, o Flu acabou rebaixado de fato e, um ano mais, caiu para a terceira divisão. Em 1999, com Carlos Alberto Parreira no comando, o Fluminense venceu a terceira divisão. E aí veio uma nova polêmica.
Ao mesmo tempo em que vencia a série C, o Flu acompanhava de longe a série A viver seus dias de caos. O caso “Sandro Hiroshi” penalizou o São Paulo, favorecendo o Botafogo, que se safou de uma rebaixamento e empurrou o Gama para baixo. O time brasiliense lutou por seus direitos e conseguiu permanecer na primeira divisão via justiça. Como já era comum no futebol brasileiro, um novo formato foi proposto e times tradicionais, como Fluminense e Bahia, foram beneficiados com a promoção para a primeira divisão em 2000.
A história ainda reservaria um muitíssimo mal explicado episódio envolvendo a escalação irregular de um jogador da Portuguesa, que culminaria com a perda de pontos do time paulista, mantendo o Fluminense na primeira divisão. O rival, Flamengo, também foi penalizado, mas o Ministério Público nunca conseguiu ir adiante nas investigações.
Os tricolores desprezam o título de “tapetão”, que os rivais tanto gostam de usar. Beneficiado indiretamente por decisões erradas de terceiros, o clube está longe de ser a única instituição que já foi beneficiada com decisões controversas.
8. A Espanha de 2010 jogava um futebol encantador?
Pouquíssimas seleções na história conviveram tanto com a fama de amarelão quanto La Fúria. A talentosa geração de Butrageño, que esmagou a “Dinamáquina”, fracassou; o timaço de Raúl e Hierro, idem. As esperanças de mudar a história estavam depositadas na geração de Xavi e Casillas, campeã mundial sub-20 em 1999. Eles seriam os líderes de uma seleção que, mais do que encantar, venceu.
Quando Zidane e companhia esmagaram a favorita Espanha, nas oitavas-de-final da Copa de 2006, o sentimento de fracasso se repetia. Luis Aragonés sentia que algo precisava mudar. La Fúria deu lugar à La Roja: o time formado por baixinhos talentosos, que trocavam passes e cansavam seus adversários. O meio-campo que seria eternizado pela dupla Xavi-Iniesta.
A Euro 2008 era a primeira grande prova de fogo: uma campanha segura, com 3 vitórias em três jogos e o segundo melhor ataque do torneio. Nas quartas, o sentimento de fracasso esteve próximo de voltar, mas Casillas garantiu o time, nas penalidades. Nas semis, nova vitória sobre a Rússia e uma vitória magrinha na final contra a Alemanha colocaram a Espanha em destaque. A extraordinária fase que se iniciava no Barcelona ajudou a alimentar a ideia de que estávamos diante de uma das melhores seleções da história. Bobagem.
Os espanhóis sabiam que era necessário triunfar na Copa para serem devidamente reconhecidos. Com Torres em baixa, o time mudou um pouco sua cara. E iniciou a luta pelo primeiro lugar com um resultado adverso: derrota para a Suíça. Ali, ficava claro, pela primeira vez em muito tempo, que era mais importante vencer do que convencer. Com vitórias mínimas sobre Chile, Portugal, Paraguai, Alemanha e – ufa!, – Holanda, os espanhóis criaram o mito de que o futebol bonito triunfou. Até hoje, trata-se de uma das campanhas mais medíocres da história das Copas.
Por vezes, é necessário jogar feio.
9. És do Brasil, o clube mais brasileiro?
O hino do mais vitorioso clube paulista nos últimos anos fala em “és do Brasil, o clube mais brasileiro” – uma provável alusão à sua popularidade. E embora o Timão congregue torcedores de todas as classes sociais, etnias e credos, prender-se a essa afirmação seria uma erro histórico. Por diversas razões.
1. O Corinthians não possui as cores brasileiras: as cores da camisa corinthiana não estão na bandeira brasileira. E embora a seleção já tenha atuado com um uniforme branco, ela foi imortalizada pelo amarelo.
2. O Timão foi inspirado em um clube inglês: diferentemente de clubes como Palmeiras, Flamengo e Botafogo ou, ainda, Brasil-RS, o nome da instituição não foi inspirada em um elemento tipicamente brasileiro. O nome Corinthians é inspirado em um clube inglês, chamado Corinthian Football Club – que anos mais tarde se fundiria com o Casuals, tornando-se Corinthian-Casuals, clube que o Timão enfrentou recentemente.
3. Alcance menor que rivais: a imensa maioria da torcida corinthiana está concentrada na região sudeste. Diferentemente do que ocorre com os clubes cariocas – especialmente Flamengo e Vasco -, a penetração do Timão Brasil adentro é bem menor. O mais brasileiro dos clubes deveria, naturalmente, ser o mais popular em todos os centros.
10. Messi ou Ronaldo?
Ronaldo e Messi polarizaram o futebol mundial na última década. Desde Kaká, em 2007, os craques de Real Madrid e Barcelona vencem o prêmio de melhor do mundo, quebram recordes e alimentam uma das maiores rivalidades da história do esporte. Fãs de cada um dos atletas se estapeiam para provar seus pontos.
Ambos são geniais e o tempo dirá qual deles foi melhor – para nossa sorte, é provável que ainda os vejamos atuar em alto nível por muitos anos. Elencamos alguns pontos sobre esse duelo particular para você eleger o seu preferido.
1. Rivais sim, inimigos não: a necessidade de promover o duelo faz com que acreditemos que ambos se odeiam. Pura lorota. Messi e Ronaldo nunca conviveram em um mesmo ambiente, mas sempre demonstram respeito mútuo. Publicamente, sempre tecem elogios um ao outro. Uma rivalidade sadia.
2. Ronaldo é mau e Messi é bonzinho: outra grande bobagem. Ronaldo alimentou por anos a imagem de que era marrento, arrogante. Suas atitudes para com os torcedores, entretanto, é sempre de muito carinho; Messi, por sua vez, é muito mais na dele, evita contato excessivo e já foi criticado publicamente por ex-companheiros por ter um gênio difícil.
3. Pesos semelhantes: é justo dizer que o genial Barcelona de Guardiola jamais seria o que foi sem seu camisa 10. Como é justo afirmar que o Real Madrid não chegaria ao estágio atual sem a força e ambição de seu camisa 7. Ambos jogam em times excelentes, não há dúvidas. Mas são mais do que apenas a cereja: eles são o principal ingrediente desse bolo.
