UOL – Após muita divergência e bate boca, o Flamengo fará seu primeiro jogo no Maracanã pelo Campeonato Carioca. O duelo confirmado para o principal palco do Rio de Janeiro serve como um sinal de paz e alinhamento, ainda que pontos indefinidos e focos de insatisfação existam. O cenário da partida contra o Barra Mansa, às 22h desta quarta-feira, virou tema central diante das polêmicas sobre preço de ingressos, que geraram mal estar nos bastidores durante toda a última semana.
O Rubro-Negro decidiu negociar com a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) por condições especiais para jogar no estádio e tentar evitar prejuízo. A conversa terminou em acordo, válido somente para este confronto, que definiu que os valores promocionais propostos pela entidade têm carga limitada. Além disso, não há venda de meia-entrada universal. Os setores Norte e Oeste inferior da arena – além dos camarotes – estarão abertos ao público.
Alas da diretoria rubro-negra não aprovaram tal reaproximação. O pedido de demissão do então vice-presidente de marketing Luiz Eduardo Baptista, o Bap, demonstrou que o tema dividiu a cúpula flamenguista.
A decisão do Flamengo em se reunir com a Ferj para chegar a um consenso foi estratégica para garantir o jogo no Maracanã. E com o objetivo de que a partida não seja deficitária. Esta preocupação é constante em jogos do Estadual e se torna ainda mais forte em duelo contra clubes de pequeno investimento, em que há pouco apelo para os torcedores.
O artigo 14 do regulamento do Carioca define que o mandante fica com toda a renda do jogo. As taxas cobradas pela Federação e as despesas operacionais, no entanto, preocupam o Flamengo para a partida contra o Barra Mansa. Após empate com o Macaé na estreia, o temor da diretoria é de que um público pequeno faça o Flamengo pagar para jogar.
Em 2014, o Flamengo amargou os quatro piores públicos da temporada em jogos contra pequenos pelo Carioca. Contra Duque de Caxias (+ R$ 41.133) e Cabofriense (+ R$ 8.590), o clube conseguiu escapar do prejuízo mesmo com arquibancadas vazias. Contra Macaé (- R$ 17.814) e Madureira (- R$ 5.007), o Rubro-Negro teve que pagar para cobrir as contas dos duelos.
A diretoria preferiu aceitar um acordo para devolver o jogo ao Maracanã e tentar lucro, mesmo que pequeno, de olho no contrato com o consórcio que administra o estádio. Disputar a partida em Macaé, no estádio Moacyrzão, era opção considerada ainda mais complicada no aspecto financeiro.
Dentro de campo, o Flamengo tem dois problemas após a estreia com empate no Carioca. O goleiro Paulo Victor se recupera de choque na cabeça e está vetado. O jovem César entra em seu lugar. Vanderlei Luxemburgo também terá que mudar a lateral direita, já que o veterano Léo Moura sente dores musculares e será poupado. Pará entra na vaga.
A preocupação com o ataque também é constante, já que Marcelo Cirino ainda busca adaptação à posição de referência na área. O volante Márcio Araújo deve ganhar vaga de Cáceres no meio campo, esta mudança motivada pelo aspecto técnico.
O Barra Mansa perdeu para o Volta Redonda na estreia do Carioca e atravessa momento delicado. Os jogadores da equipe do sul fluminense paralisaram atividades na segunda-feira para cobrar pagamento de salários atrasados.
