República Paz e Amor – Sábado, 7 de fevereiro, foi um desses dias que a falta de imaginação costuma chamar de gloriosos. Desembarquei no Rio de Janeiro com a cidade ensolarada e já fui trombando com animados blocos pelo caminho, naquele astral que encanta e conquista gentes de todo o planeta. Depois, um almoço da maior qualidade – tanto pela mesa quanto pela prosa – com a filha adorada, no Mira! da Casa Daros. Fim de tarde, encontro com os republicanos e, na sequência, minha primeira participação na Confraria do Urublog – que ainda não se decidiu se muda de nome, se pensa um jeito de acrescentar República Paz & Amor, se adiciona apenas o República ou só o Paz & Amor. Como sou tradicionalista, acho que deveria ficar como está, mas não cabe a mim.
Bira, Carlos Moraes, Chacal, Edvan, Lucifer, mulheres, filhos, bebês, adolescentes, gente que veio até de Brasília e da Bahia, trazendo carinho, simpatia e paixão em vermelho e preto. Um batismo literal, pois não demorou para o mundo desabar à porta daquele sórdido boteco do Baixo Gávea. E quando a chuva aliviou, Nivinha fez a gentileza de dobrar minha timidez e me obrigar a gravar um vídeo sobre o jogão contra o Resende, que – devido ao alto estado etílico e ao baixo interesse gerado pelo Euriquinho 2015 – mal conseguimos olhar. Vimos os dois golaços do Pico, o pênalti claríssimo, indiscutível e cobrado com categoria, e só. Em meu lamentável depoimento no vídeo, quando a Nivinha me corrige lembrando que Mugni não entrou, faltou justificar: foi por isso que gostei da atuação dele. Se o Mugni não entra e o Samir não escorrega, estamos no lucro.
Lá pelas tantas, mostrei ao Carlos Moraes a foto da estreia do meu neto no Maraca, vestindo o Minimanto Sagrado. O homem não se fez de rogado: sacou o celular, abriu a galeria de fotos e me mostrou aquela que é certamente a família mais bem-vestida do BrasiL: algo entre doze e quinze componentes do respeitado clã Moraes, todos vestidos de Flamengo da cabeça aos pés. Coisa mais linda.
No final da noite, um dos integrantes do República me puxou para um canto e confidenciou ter recebido, alguns dias antes, um elogio que nos deixa envaidecidos mas preocupados. Alguém disse a ele: “Parabéns, vocês fizeram o primeiro blog premium do Flamengo”. Prometemos manter o empenho pra não deixar a peteca cair, mas reforçamos nosso lema da humildade. Sempre. Conforme mostra o nome nas costas da camisa do chefe, na imagem que ilustra esse recatado texto.
Jorge Murtinho

Poderia colocar República Paz e Amor Rubro-Negro…
Viva a Tradição! Republica Paz e Amor mesmo por favor né? E vocês são muito doidos meu, são um barato.
E o vídeo ficou um barato. Só alegria etílica… E pelo simples fato de ser rubro-negro claro.