UOL – O Flamengo já iniciou plano para se defender da invasão de torcedores com camisas rubro-negras ao vestiário do Macaé, antes do empate em 1 a 1 entre os clubes no estádio Moacyrzão. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, em entrevista ao canal SporTV, ressaltou a importância de identificar os invasores – apontados como “desordeiros e bandidos” – e tratou de tirar a responsabilidade do Flamengo no caso.
O TJD-RJ (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro) prepara denúncia para analisar o episódio, que teve agressão ao goleiro Ricardo Berna, depredação e roubos.
“Quem deveria identificar (os invasores) são as autoridades policiais. Espero que estejam. Até agora não temos informação de quem participou do episódio lamentável. Não posso classificar quem esteve lá como torcedores. Os que praticaram os roubos e a agressão são desordeiros e bandidos e têm que ser punidos. O Flamengo não tem responsabilidade nisso porque mando de campo e segurança não eram nossos”, apontou o cartola rubro-negro.
Bandeira voltou a falar que estranhou o fato de o portão do estádio estar “escancarado”, facilitando a invasão dos torcedores. “É estranho encontrar um portão escancarado, em que várias pessoas entram. Não é normal. Para fazer um evento pago, com grande apelo, não pode deixar porta aberta. Está querendo e tem estar preparado para um acontecimento desagradável”, completou o presidente.
O Flamengo aponta que pode ajudar na identificação dos invasores, mas volta a frisar que nada teve a ver com o episódio. O discurso tenta enfraquecer uma possível tese do TJD para punir de forma mais firme o clube.
“Tudo que o Flamengo puder fazer para colaborar com as autoridades, vamos fazer. O Flamengo não tem nenhuma relação de patrocínio ou cumplicidade com essa torcida ou qualquer outra. O Flamengo não patrocina viagens ou dá ingressos e camisas. O Flamengo gosta e quer ter diálogo permanente com as torcidas, porque entende que elas proporcionam um espetáculo maravilhoso”, afirmou.
No TJD, Macaé e Flamengo serão denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O Flamengo entra na pauta por causa da invasão de seus torcedores. O Macaé, por ser o responsável pela segurança no estádio, também corre risco de punição.
O artigo cita: deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto; invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo; e lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
No Tribunal, os clubes correm risco de levar de multa, que varia de R$ 100,00 a R$ 100.000,00. Se houver rigidez do TJD-RJ, Macaé e Flamengo podem perder até dez jogos de mando de campo. O artigo 213 define que esta punição pode ser aplicada quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo.
