
ESPN – De novo pedra no sapato dos grandes, o Madureira trilha boa campanha no Campeonato Carioca. E assusta. Quinto colocado com 20 pontos, mesmo número do Flamengo, o quarto, o Tricolor Suburbano revive os dias de glória comandado com a mão de ferro do presidente Elias Duba. Reeleito em 2014 para o próximo triênio, o presidente vai completar nada enos do que 25 anos no cargo, o qual ocupa desde 1992.
No comando do Madureira, Duba coleciona polêmicas. Nascido e criado no subúrbio carioca, o dirigente de 65 anos tem profunda ligação com o não menos polêmico presidente do Vasco, Eurico Miranda. Relação estreita que espelha até em ações. Quem chegar em Conselheiro Galvão, sede do Madureira, vai observar que atrás de um dos gols está a janela da presidência. Tal qual Eurico Miranda em São Januário, Duba observa treinamentos e jogos com atenção. Tudo pelo Madureira.
Influente, o dirigente chegou ao poder do clube em 1992 logo após causar polêmica no bairro, prometendo exterminar os bailes funks que ocorriam na região. Dito e feito. Pela ação, Duba acabou até ameaçado, mas costuma dizer que não se importa. Garante trabalhar pelo clube Madureira e pela gente do bairro de Madureira. Para defender o clube ele aposta na revelação de garotos da base.
E colecionou boas campanhas no Carioca. Em 2006 o clube foi vice-campeão, derrotado pelo Botafogo na final. Em 2007 chegou a vencer o Flamengo por 4 a 1 durante o turno e, na final da Taça Guanabara, contra o mesmo rival, fez jogo duro na partida de ida. 1 a 1. Mas o sonho da taça se desfez ao ser goleado, na volta, por 4 a 1 no Maracanã. A ligação com Eurico Miranda promove a troca de jogadores. Victor Bolt, atualmente no Vasco, foi criado no Madureira.
O meia Maicon, que deixou o São Paulo rumo ao Grêmio, e o atacante André Lima, atualmente no Avaí e que fez sucesso no Botafogo, foram criados na bola sob o sol escaldante de Conselheiro Galvão. O clube é vizinho de parede do famoso Mercadão do bairro. De lá vêm alguns dos patrocinadores do clube para disputas como o Campeonato Carioca e a Série C do Brasileiro.
Alinhado politicamente ao lado de Rubens Lopes, presidente da Ferj, Elias Duba também não se poupa, tal qual Eurico, de contestar arbitragens. Em 2011, desceu pelo elevador sala da presidência, onde assistia ao jogo do time contra o Boavista, e e invadiu o gramado, revoltado com uma marcação de um pênalti contra o Madureira. Disparou impropérios no gramado contra o árbitro Felipe Gomes da Silva.
Diante de tanto desgaste, Duba costuma dizer que está cansado de comandar o Madureira. Em 2014 chegou a colocar em xeque sua reeleição. Mas, candidato único, continuou no cargo sem dificuldades. O novo mandato vale, agora, até o fim de 2017. Da janela de sua presidência, o todo poderoso chefão do Madureira continua na torcida para que o time, de novo, a zebra seja tricolor suburbana mais uma vez no Carioca.
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