André Rocha – Em qualquer família, quando um filho temporariamente se perde no caminho, ainda que os outros não estejam exatamente afirmados na vida, ele costuma ser o centro das preocupações.
O Rio de Janeiro sofre no futebol um pouco mais com o Botafogo, rebaixado à Série B do Brasileiro pela segunda vez em 13 anos. O terceiro descenso de um grande carioca nos últimos seis. Sem contar o do Fluminense no campo em 2013.
O melhor presente para a cidade que completa 450 anos foi ver um início de redenção do “filho” que parecia sem rumo. O Botafogo de novos comando técnico e diretoria, com elenco reformulado e Jefferson como símbolo e forte liderança.
Time que nitidamente sentiu o peso do jogo no primeiro tempo. René Simões desmanchou rapidamente o losango no meio-campo das partidas anteriores e rearrumou o meio em linha, com Diego Jardel e Tomás abertos. Jobson e Bill ficavam à frente, sem ao menos um voltar para fechar a saída do volante adversário. O Bota tentou pressionar a saída do rival em alguns momentos, mas sem intensidade e coordenação.

O Flamengo controlou o clássico com troca de passes no meio-campo entre Canteros, Márcio Araújo e Jonas, a novidade na escalação. Pará, destro pela esquerda, descia por dentro e Leonardo Moura mais aberto. Sempre com média de 60% de posse, acima de 95% de acerto nos passes, mas a solução era improdutiva pela insistência, a partir da intermediária ofensiva, com lançamentos para o trio Marcelo Cirino, Alecsandro e Gabriel.
Os meio-campistas não se juntavam aos atacantes na área botafoguense e as ações ficaram previsíveis. Resultado: apenas seis finalizações contra cinco do rival – 4 a 3 na direção da meta. O Bota tentou conter nos desarmes certos: seis a dois. Ou nas onze faltas contra sete do rival.
Se nada mudou mesmo com a saída de Samir por lesão para a entrada de Bressan e a inversão de lado de Wallace, a troca de Jardel por Sassá foi o primeiro acerto de René Simões. Repaginou seu time no 4-2-3-1 centralizando Tomás, mas continuou tendo problemas porque Jobson só eventualmente recuava acompanhando Pará. Do outro lado, Sassá prendia mais Léo Moura.

Vanderlei Luxemburgo buscou o passe diferente e um elo com o ataque ao colocar Arthur Maia no lugar de Gabriel na volta do intervalo. Mas transferiu Márcio Araújo para a direita e inverteu o lado de Cirino num 4-2-3-1. O resultado imediato foi o equilíbrio na disputa no meio-campo, com o Bota recuperando consistência e posse com Tomás alinhado a Willian Arão à frente de Marcelo Mattos.

Luxemburgo mudou de novo na parada técnica da segunda etapa: Alecsandro por Eduardo da Silva, que se juntou a Cirino e Márcio Araújo desta vez foi para o lado esquerdo na segunda linha de quatro, com Arthur Maia pela direita. Assim fez Jefferson voltar a trabalhar, com grandes defesas – a mais importante em recuo atrapalhado de Diego Giaretta, que entrou na vaga de Roger Carvalho, “pendurado” com cartão amarelo.
René acertou de novo ao tirar o cansado Jobson e colocar Gegê. Mas o Botafogo já ocupava o campo de ataque, fazendo Paulo Victor trabalhar em chute de Tomás e assustando na cobrança de falta no travessão de Carleto. Enfim, o alvinegro recuperava algo que o contexto havia usurpado: confiança.
Acreditou, subiu posse para 48%, finalizou mais cinco vezes e conseguiu que o imponderável que torna o futebol tão apaixonante jogasse a seu favor: o chute forte e cheio de efeito de Tomás bateria na trave e sairia se não houvesse um goleiro na meta do Flamengo. Paulo Victor ficou parado, surpreso pela trajetória da bola, que na volta tocou no arqueiro rubro-negro e explodiu o lado preto e branco dos quase 50 mil presentes no Maracanã, maior público no futebol brasileiro em 2015.

Rio de Janeiro que viu a despedida oficial de Léo Moura com derrota e o Fla novamente não ser feliz com o resgate da camisa Papagaio de Vintém repetindo 1995. Muito pela pouca contundência do ataque, com ou sem o típico centroavante – mais preocupante que sair do G-4 do Estadual.
Mas a aniversariante Cidade Maravilhosa testemunha alegre o início de despertar do Botafogo. Vitória que vale mais pelo simbolismo que a liderança do Carioca.

TEM Q SER MUITO BOBO OU PAGA PAU DA GLOBO PRA FALAR UMA BESTEIRA DESSAS, O RESULTADO FOI CLARAMENTE INFLUENCIADO PELA ATUAÇÃO RIDÍCULA DO JUIZ PÉRICLES. ERA NOTÓRIO QUE O BOTAFOGO SÓ PARAVA O FLAMENGO NAS FALTAS . EXISTIRAM JOGADAS DESLEAIS QUE DEVERIAM TER GERADO AO MENOS 3 CARTÕES VERMELHOS AO BOTAFOGO E UM AO FLAMENGO, ISSO COM CERTEZA ALTERA O ANDAMENTO REAL DO JOGO, É UMA LÁSTIMA, MAS UM PAÍS SEM MORAL NO GOVERNO , VAI EXIGIR O QUE NO FUTEBOL? KKK É SÓ SEGUIR EM FRENTE.
O juiz permitiu que o botafogo distribuísse pancadas, ok permitiu e isso atrapalhou agente.
Agora quem mandou o Luxemburgo mexer errado no time??? Pra mim esse camarada é a melhor opção de treinador que temos por hora, só que mexer errado arruina o trabalho dele mesmo!
Pra que que ele desfez o esquema do primeiro tempo no intervalo???? Ao colocar Arthur no lugar do Gabriel e mover o Márcio Araújo pra ponta direita???
É isso mesmo, MÁRCIO ARAÚJO!!! Na ponta direita!!!
Quem que o luxa quer ganhar desse jeito???
Depois ele remontou com a entrada do Eduardo e o caramujo voltou pro meio, mas essa hora o botinha ja estava mais confiante e gostando do jogo…
Luxemburgo mexeu errado, mas na intenção de acertar! o FLA dominou o primeiro tempo mas chutou pouco, foi pouco objetivo, só cruzava bola na área. Não podemos achar que o time é imbatível ou ideal, falta lateral esquerdo, o Léo moura não aguenta mais subir e voltar (está indo embora), o Pará não é lateral esquerdo, falta um meia de ligação, o Artur maia tem momentos que joga bem outros que joga dormindo, e um centroavante, porque o Alecgol é jogador para compor elenco (banco de reserva). Novamente vamos ter dificuldade em 2015. Espero que estajam pagando as dívidas com tanto dinheiro que entra na Gávea.
Esse Júnior capacete comentando jogo na Globo é horrível, o Flamengo dominou o primeiro tempo e no segundo tempo, depois do gol, ele diz que o Botafogo está jogando comprometido desde o primeiro minuto de jogo, maluco. O Juninho é mais consistente em seus comentários, parabéns juninho!
Juninho analisou melhor, o Junior só tem cornetado o time po, coé capacete!!!
rubro-negro, o Luxa errou tentando acertar concordo, também achei que o Arthur poderia entrar pra buscar um passe mais qualificado, problema foi mexer nas pontas (gabriel e marcelo) que estavam dando certo no primeiro tempo porque encurralaram o botafogo, flamengo jogou dentro deles o primeiro tempo inteiro.
Enfim, quando pico e Everton voltarem o time ja vai dar uma melhorada. Gostei da entrada do Jonas, vou esperar ele ter uma seqüência maior pra observar seu potencial de jogo.
Alem disso nao acho que precisa de três volantes no meio (Jonas, Márcio, Canteros) dois são suficientes. Do meio pra frente ontem ele tinha que botar: Jonas; Canteros; Arthur – Gabriel; Marcelo; Eduardo (alecs)