Gilmar Ferreira – Talvez o pênalti que deu a vitória do Vasco nos acréscimos do 1 a 0 sobre o Bonsucesso obedeça às normas estabelecidas pela Fifa: bola no antebraço, involuntária ou não, com o membro não colado ao corpo, é considerado movimento antinatural.
Infração que, se cometida dentro da área, deve ser punida com tiro livre direto da marca do pênalti.
Em um lance semelhante, no Brasileiro de 2014, o gaúcho Anderson Daronco apitou a penalidade contra o Flamengo no 2 a 1 sobre o Vitória no Barradão.
Ou seja: o problema não é o lance, em si.
A indecência fica por conta do relacionamento do presidente vascaíno com o da Federação.
Relação que travou pelo menos cinco campanhas do time de São Januário nos últimos seis Estaduais.
Bons ou ruins, os apitadores são os mesmos.
A diferença é que agora o “olhar” é apurado (sic)…
BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE.
Excelente partida no primeiro tempo, disputado com demasiado respeito no segundo.
Aplicação incomum do Botafogo que exagerou na tentativa de explorar os contra-ataques.
Entrega fantástica do Fluminense que mostra aos tricolores que Cristóvão não é o culpado pelos insucessos.
O clássico ratificou a idolatria de Fred, com participação nos três gols, e a importância de Jefferson, que evitou a derrota por placar mais elástico.
Venceu o Fluminense, que tem mais recursos, ainda que alguns, como Kenedy e Gérson, venham de meros garotos.
Mas o Botafogo não perdeu.
Ao contrário: surpreende e amadurece a cada jogo.
BONSUCESSO 0 x 1 VASCO .
O time de Doriva tem, por ora, um bom sistema defensivo _ nada mais. Falta articulação, velocidade e, por ora, uma referência ofensiva pelo meio.
Enquanto Dagoberto não estreia, o Vasco retém a bola na cadência lenta de Júlio dos Santos, e joga pouco e exagera nas bolas cruzadas.
Em termos de classificação, se escora em lances originados nas cobranças com a bola parada: infrações fora da área, escanteios e pênaltis.
Como o deste domingo, bem cobrado por Gilberto.
FLAMENGO 2 x 0 FRIBURGUENSE.
A formação esboçada por Vanderlei para a disputa da fase final do Estadual é a projetada para o Brasileiro.
Jonas e Canteros na proteção; Gabriel, Alecsandro (Eduardo Silva) e Everton na linha de três, e Marcelo Cirino à frente.
Do desenho surgem as variações que o treinador tem testado.
Na vitória de sábado, no Engenhão, ele viu que não dá para Gabriel ficar fora.
Os gols foram de Cirino, mas o baianinho foi o dínamo do Flamengo.

Permita-me discordar, mas o Alecssandro não tem vaga nesse time, e deve ficar de segundo reserva do Eduardo. O Alecone é um jogador limitado, lento, que acha que é craque e sempre complica a jogada mais simples, o oposto do Eduardo da Silva que é lento também mas sabe simplificar o complicado. O time ideal é PV, Wallace, Samir, Pico, Para, Jonas, Canteros, Arthur Maia (até a chegada do Monitllo), Everton, Cirino e Paulinho. Se o Gabriel se esforçar ele pode fazer a função do Maia, e colocar o Arthur no banco. No geral, fica um elenco muito bom com ótimas opções na reserva, mas o Alecone é segunda ou terceira opção para o ataque na reserva. Sempre foi reserva e sempre vai ser reserva em time grande.