UOL – Oswaldo de Oliveira é um dos únicos técnicos no país a dirigir os oito grandes do eixo Rio-São Paulo. Renomado, ele construiu uma carreira de sucesso e sempre foi considerado um nome de peso no mercado. Só que pouca gente sabe ou lembra que o comandante do Palmeiras tem um irmão, quase um sósia, que também teve a chance de deslanchar como técnico, mas não obteve tanto êxito.
Mais velho do que Oswaldo, Waldemar Lemos teve a chance de dirigir o Flamengo em duas oportunidades, mas não obteve sucesso. Pior do que isso, ele ainda ficou marcado por um episódio nada amistoso com a torcida rubro-negra logo no anúncio oficial.
O ano era 2003. Oswaldo de Oliveira havia sido demitido, e o Fla optou pelo assistente e irmão para assumir o cargo de forma interina. Bastou a confirmação do então dirigente Vassoura para que alguns torcedores protestassem de imediato com um uníssono “Ah, ah, ah, fora Waldemar”.
“A torcida estava irritada, mas não era comigo, sim com o Flamengo. Você não pode ligar para crise, porque você precisa ter decência e determinação para ter confiança das outras pessoas, para que você possa desenvolver o trabalho. Existem muitos interesses, dei continuidade ao trabalho do meu irmão. Me fortaleci dando continuidade a jogadores que a torcida não acreditava: Ibson, Andrezinho, André Bahia.”, afirma Waldemar Lemos em entrevista ao UOL Esporte.
