Falando de Flamengo – Agora é sério mesmo. Capitão Moura, que não chamo de Léo agora por conta do xaraísmo explícito com outro de mesma patente e de infinita desimportância na história do Mais Querido, vai mesmo nos deixar. Para alegria de muitos que andam vendo horrores indizíveis em seu futebol. Não pertenço a esse grupo. Por mim ele ficava. No meio campo, acredito. Mesmo na lateral, onde é óbvio que não tem como apresentar o mesmo vigor de tempos idos, continuo sem ver todo esse horror. Enfim… Não adianta conjecturar sobre o lateral negociado.
O título dessa crônica é de um poema feito nos Estados Unidos em 1865. Mais recentemente (mas nem tanto), foi frase-símbolo do filme “Sociedade dos Poetas Mortos“. Escolhi como abertura por conta de sua referência um tanto quanto refinada, como refinados são os hábitos literários do nosso novo Capitão, Wallace.
Curioso isso. Um cara que tem por profissão um ofício destrutivo. Sim, porque ser zagueiro no futebol é destruir jogadas que levam ao gol. Momento objetivo desse esporte e que muitas vezes é construído com sutilezas físicas de passes, chutes e cabeçadas que podem mesmo remeter a uma certa atividade artística. Ainda que os artesãos de maior dom e recursos técnicos estejam, de maneira geral, pintando suas obras nas telas verdes dos estádios europeus.
A braçadeira está em boas mãos, ou braços. Wallace inspira confiança quando diz que pretende encerrar a carreira aqui no Flamengo. Apesar da pouca idade, 27 se não me engano, não é um deslumbrado com a profissão bem remunerada de jogar bola. Dito até mesmo por ele, liderança é uma coisa que vai além de usar ou não a braçadeira.
Traça de livros, de entrevistas contidas e com palavras cuidadosas, Wallace sabe também “perder a cabeça” em campo quando necessário. Afinal, isso aqui é FLAMENGO, e sempre tem aquele momento em que a gente quer mais é ver o povo vociferando, falando palavrão pros desafetos e… foda-se o fair play fifense, errando a mão feio se alguém quiser “meter a mão” no nosso time.
Estamos pois bem servidos. Que Wallace possa capitanear em campo essa nossa gradativa boa fase que, parece, há de ficar melhor ano após ano, capitaneada nos bastidores pela competência administrativa smurfética e nas arquibancadas, ruas, casas e bares, por quem tem o poder de comandar tudo isso em última e superior instância, a Nação chamada Flamengo.

Finalmente teremos um capitão depois de fabio luciano, bruno, r10 e leo moura foram piadas de capitães.. sempre fugiam da briga e não batiam de frente contra roubos contra nós dos arbitros,
Apesar de tudo que aconteceu, considero o Bruno um grande capitão, o último que tivemos bom…. Ele, queria ou não aceitar, exercia um papel fundamental naquele time de 2009/2010, papel esse que Paulo Vitor tá começando a exercer, mesmo que ainda timidamente
Concordo com você, poderia jogar de lateral… se aceitasse receber, digamos R$ 50.000,00? Só que não, não é? Não importa produtividade, já fizemos isso com o Angelim. Lembre-se que quem paga essa conta é o clube.