República Paz e Amor – Durou só 7 rodadas meu período de fidelidade e assiduidade ao carioqueta. Depois da despedida do Leo Moura, um Flamengo x Nacional de Montevideo que não era Libertadores, mas que, ao seu modo, foi também um jogo libertador, meio que fiquei de saco cheio de joguinhos que não valem nada. E as atuais ruínas do Campeonato Carioca se baseiam justamente numa infinidade de peladas sem qualquer valor, que servem unicamente para chegarmos à definição dos semifinalistas.
Ora, já que é assim, que se virem sem a minha audiência até que estejam definidas as semis, eu que não vou perder mais meu tempo. O Flamengo x Friburguense do último sábado nem vi, ainda por cima era meu aniversário, tinha mais o que fazer. O que não impediu que eu ficasse satisfeito com o resultado e com os dois gols de Marcelo Cirino. Ótimo, muito bom, estamos no G4 (grandes merdas!). Se não consegui sequer esbravejar quando perdemos pro Foguinho há uma semana não seria uma vitória protocolar sobre o macróbio time do Friburguense que me provocaria qualquer reação. Mesmo assim vou opinar sobre o jogo que não vi.
Fiquei sabendo que Mugni não se criou contra os tios do Friburguense, desperdiçou mais uma oportunidade e foi bem vaiado pela torcida. Fico chateado com isso, porque acho que o moleque é bola. Mugni é jovem, está longe de casa e merece um pouco de paciência de nossa parte. Sei que a Magnética tem muitas qualidades e que a visão de longo prazo não está entre elas, mas ainda assim torço pra largarem o pé do cara até que ele mostre o seu real valor.
O lado bom do Mugni ter jogado mal é que no lugar dele entrou o Jonas, cujo futebol tem enchido os olhos da mulambada. O cara além de mostrar intimidade com a gorducha joga com alma, no rubro-negro style, sem desistir nunca, sem retroceder jamais. Não tenho a menor dúvida que Jonas vai ser titular do Flamengo antes do Brasileiro começar. Na minha opinião Jonas vai formar com Canteros a nossa dupla de volantes, mas quem tem que preocupar com isso é o Luxemburgo. Além de Cáceres, Márcio Araújo et caterva, lógico. O carioqueta não serve pra nada, mas serve pro treinador testar as várias formações possíveis. Pronto, já falei demais do Carioca, agora chega.
Cada um com seu cada um, mas se o torcedor rubro-negro pretende se preocupar com alguma coisa sugiro se preocupar com a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Pelo menos são competições que estão fora da alçada da proba Federação Carioca e nas quais o favoritismo do Flamengo, se é que ele existe, é bastante discutível. Nem tenho acompanhado o futebol dos outros estados, mas tem sido recorrente ouvir comentários de que se o Flamengo jogar com os paulistas vai levar sufoco. Considerando que vencer o carioqueta é igualzinho a ganhar da vasca, ou seja, não é parâmetro pra porra nenhuma, é bom ficarmos espertos.
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg

Fala Muhlenberg, que saudades meu irmão, voce faz uma falta tremenda, mas sabemos que está ajudando nosso Mengão a ser cada vez maior, sucesso nessa empreitada, abração e SRN