Fonte: Blog Deixou Chegar
Sempre que questionado sobre as pretensões do Flamengo na temporada, o técnico Vanderlei Luxemburgo responde que o objetivo da equipe é lutar por uma vaga na Libertadores. Mas, de verdade, esse elenco do Fla tem o tipo de postura necessária para um time que irá disputar 38 rodadas entre os melhores do país?
Se Luxa teve êxito ao martelar a meta de “fugir da confusão” em 2014, foi pelo entendimento pelo grupo do que era necessário para atingir o objetivo. O elenco do Flamengo é bom, mas não tem nada de super especial que lhe garanta automaticamente a vaga na Libertadores com a qual Luxemburgo sonha. Será preciso recolocar os pés no chão e o saco de cimento nas costas para conseguir a participação na competição internacional.
A transformação de um Flamengo competitivo em um Flamengo vitorioso passa pela volta de um time operário, que jogue com a determinação vista em campo na arrancada que salvou o time do rebaixamento no ano passado. Mesmo com mais talento, o Rubro-Begro parece uma equipe muito mais blasé. Cabe a Luxemburgo mudar essa atitude coletiva.
Que não confundam esse pedido por um time que dê porrada, bata no adversário e maltrate a bola. A passividade não é o oposto da violência. É exatamente por não precisar mais desse expediente que a apatia do Flamengo em campo irrita. Com os reforços de jogadores como Marcelo Cirino e melhorias pontuais no elenco, o Fla precisa abandonar a mediocridade e pensar grande na temporada.
Mas para ser realmente competitivo, não é preciso apenas pensar grande. É necessário que essa grandeza se faça presente no comportamento do Flamengo em campo. É preciso que o time se imponha e seja competitivo como um clube que não tem medo de não ser medíocre, algo meio incomum no passado recente do Fla.
