UOL – Flamengo e Fluminense se preparam para o clássico de domingo, às 18h30, no Maracanã. Capitaneados pelos medalhões e ídolos da torcida, os clubes prometem um clássico emocionante, principalmente pela situação do Tricolor na tabela. Em caso de derrota, o time das Laranjeiras ficará em situação delicada para conquistar uma vaga nas semifinais do Campeonato Carioca. E os ingredientes estão acompanhados de uma prática conhecida nos clubes e que aparece como destaque em 2015: a aposta nas categorias de base.
Os eternos rivais pregam insistentemente o aproveitamento dos jovens valores. O início de temporada provou mais uma vez o sucesso da iniciativa. No Rubro-negro, os meias Matheus Sávio e Jajá, o atacante Douglas Baggio e o lateral esquerdo Jorge se destacaram nos juniores e foram inscritos entre os profissionais para o Estadual.
O técnico Vanderlei Luxemburgo trabalhou de forma semelhante em 2010 e 2011, quando promoveu o atacante Negueba, atualmente no Coritiba, ao elenco principal. Outros jovens também subiram, como o volante Muralha, que atua no Bragantino, e o atacante Thomás, jogador da Ponte Preta.
Luxa preza pela característica e geralmente prefere o aproveitamento da base ao investir em determinadas contratações. No Flamengo atual, Matheus Sávio, de 17 anos, é o principal nome, embora ainda se divida entre juniores e profissional. “Craque da vaquinha”, como é conhecido na Gávea, ele se apresentou com um gol na despedida do ex-capitão Léo Moura e também marcou nos 2 a 0 sobre o Bonsucesso. Elogios não faltaram, assim como cautela.
“O Matheus Sávio pega bem na bola. Ele treina bastante nos juniores. Os jogadores conhecem essa qualidade. É um jovem que ainda não tem experiência, fez o gol e ficou igual a um maluco [risos]. Digamos que está emprestado ao profissional e pegou o gostinho”, afirmou Luxa.
O Fluminense segue o caminho do Flamengo, mas depende ainda mais dos jovens no elenco de 2015. A estratégia foi vista como solução para o preenchimento das lacunas geradas após o fim da parceria de 15 anos com a Unimed Rio, oficializada em dezembro passado. Na ocasião, o Tricolor perdeu atletas como Conca, Rafael Sóbis, Cícero, entre outros.
E as crias de Xerém estão aproveitando bem as chances nas Laranjeiras. Sensação do Fluminense no Carioca, o “casal sub-20” formado pelo meia Gerson, de 17 anos, e o atacante Kenedy, de 19, é visto como esperança para um futuro de glórias mesmo após o fim da era milionária com o ex-patrocinador. O zagueiro Marlon e o meia Robert também empolgam os torcedores.
“São grandes jogadores [Gerson e Kenedy] e estão demonstrando isso há quase dois anos nos treinos. Mostraram que são decisivos e que têm muita qualidade. Se ficarem no Fluminense, com um planejamento como o clube tem feito, espero que empresários e pais enxerguem que poderão disputar uma Olimpíada aqui dentro. Possuem totais condições para isso”, exaltou o capitão Fred.
A base também serve para suprir a necessidade de substitutos, como no caso dos reservas Igor Julião, Luiz Fernando, Rafinha, Marcos Junior e outros que também tiveram oportunidades em 2015. Atualmente, quase metade dos 35 jogadores do Fluminense foi formada em Xerém, bem perto da meta traçada pela gestão do presidente Peter Siemsen.


























