Fonte: Blog Renato Murício Prado
Botafogo e Vasco chegam à final do Carioquinha sem grandes times e sem astros de primeira grandeza. Se reunirmos os dois elencos, apenas Jefferson, goleiro do Botafogo, tem nível de seleção. O resto, no máximo, pode ser visto como bom jogador. Ambos, porém, tem uma virtude: são equipes taticamente bem armadas e extremamente briosas na luta por bons resultados.
Méritos para os técnicos René Simões e Doriva, que estão conseguindo tirar leite de pedra. Tomara que isso seja suficiente para que tenhamos dois grandes jogos na decisão. Coisa raríssima durante todo este triste campeonato do Rubinho, onde peladas deficitárias, em gramados horrorosos, diante de gatos pingados foram a tônica, tal como erros grosseiros de arbitragem, uma constante. Em suma: um horror.
CADÊ OS REFORÇOS
Na vitória por 2 a 0 sobre o Salgueiro, o Flamengo conseguiu evitar o jogo de volta e avançou na Copa do Brasil, mas, uma vez mais, ficou claro que precisa de bons reforços se pretende sonhar com algo que preste no Brasileiro. Completo, o time rubro-negro é apenas razoável; desfalcado, muito fraco.
Pior: vários dos titulares do Fla andam quase sempre às voltas com problemas musculares, deixando no ar três hipóteses: 1) a preparação física está sendo bem feita? 2) não tem gente abusando na noite? 3) as duas primeiras alternativas somadas…
MELHOR QUE COPA
Barcelona, Bayern de Munique, Real Madrid e Juventus disputarão as semifinais da Liga dos Campeões, e torço para que o sorteio não coloque o Barça e o Bayern frente a frente antes da final. Com todo respeito a Real Madrid e Juventus, considero o time catalão e o esquadrão alemão, atualmente, as melhores equipes de futebol do mundo — superiores, inclusive, a qualquer seleção, até à alemã, campeã no Brasil.
O Bayern, por exemplo, é a base dos campeões mundiais reforçada por craques como o francês Ribéry e o holandês Robben. Está bom? Já o Barcelona (que era praticamente a seleção espanhola que ganhou tudo durante quatro anos), além da espinha dorsal tradicional, possui um ataque formado por Messi, Neymar e Suárez… Algum trio ofensivo à altura, no planeta?
Em termos de nível técnico, a Liga dos Campeões é, hoje em dia, muito superior à Copa do Mundo.
A GRANDE CHANCE
Enquanto o sérvio Novak Djokovic vai acumulando os títulos mais importantes da temporada (Aberto da Austrália e os Masters 1000 de Indian Wells, Miami e Monte Carlo), o espanhol Rafael Nadal segue em seu calvário, em busca da forma perdida.
O Miúra sofreu, ontem, no Masters 500 de Barcelona, a segunda derrota no ano para o talentoso, mas irregular e temperamental, italiano Fabio Fognini (que já o batera, no Rio). Ao que tudo indica, por mais que se esforce, chegará a Roland Garros, seu templo dourado, mais vulnerável que nunca.
A grande expectativa do circuito é mesmo o possível duelo de Djokovic com Nadal, na final em Paris. É o único torneio do Grand Slam que Novak ainda não conquistou, tendo chegado à final duas vezes (2012 e 2014) e perdendo ambas para o espanhol. Se ganhar este ano, abrir-se-á o caminho para que Djokovic possa fechar o Grand Slam completo numa única temporada, coisa que nenhum de seus adversários conseguiu até agora.
REDE TECNOLÓGICA
No próximo Mundial Feminino de Clubes, em Zurique, no início de maio, a Federação Internacional de Vôlei testará uma nova rede, cuja trama é toda feita de minileds coloridos, que, nos intervalos de sets e de pedidos de tempo, a transformarão num telão. Assim, sempre que a bola não estiver em jogo, a rede poderá exibir estatísticas da partida, “comentar” jogadas, interagir com a torcida etc. A ideia é ter a rede aprovada para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.
MILAGRE
Como é que os dirigentes não remunerados dos esportes brasileiros conseguem ficar tão ricos? Ah, uma Lava-Jato na área… Urge mais do que qualquer Lei de Responsabilidade Fiscal.
