Fonte: Magia Rubro Negra
Antes de qualquer comentário, e para refrescar a memória dos esquecidos, não tenho vocação para mimimis ou chororôs. Não tenho trauma do Zico nem consigo contar nos dedos da mão furtiva do Lula os títulos que já consegui no Estadual. São 33 Campeonatos Cariocas rubro-negros, enquanto juntos os finalistas desse ano somam 42, um deles há doze anos sem saber o que é esse título. São 20 Taças GB rubro-negras em 51 edições, nas quais os três rivais somam 28 títulos. Ou seja, não tenho motivo para me lamentar de coisa alguma, partindo do pressuposto de ser impossível vencer sempre.
Dito isto, passo a uma avaliação da pequenez do adversário de ontem. Se já é fraco o currículo da agremiação que já rolou a colina faz tempo, as bravatas de seu gestor-mór são do tamanho de suas aspirações. Entra ano sai ano, o tresloucado e ensandecido arauto viceíno apregoa que o campeonato deles se joga contra o Flamengo. Ontem ele refirmou que o jogo final nada valerá, que o campeonato dele foi ganho contra o Flamengo. A mentalidade tacanha desse oportunista em toda a vida dimensiona o status do seu clube. Há tempos envolvido em escaramuças e acordos nebulosos, dentro e fora do futebol, conseguiu esse ano um aliado semelhante, um insignificante dirigente da escola do Caixa D’Água, antigo parceiro do traumatizado. Essas alianças espúrias do futebol carioca são a cara do Brasil atual. Uma cafajestagem só.
Falhas na arbitragem ocorrem desde a criação do futebol. O campeonato estadual de 2014, por exemplo, vencido pelo Flamengo, se decidiu com um gol irregular daqueles que só a repetição das câmeras de TV permite identificar. Mas nesse ano houve absurdos com frequência inacreditável, em especial na quantidade de pênaltis marcados a favor da eminência parda da FERJ. Além da inexistência e do momento, aos 46, 47, 48 do segundo tempo, chegamos a ver 3 pênaltis assinalados na mesma partida. Ontem, tivemos um escandaloso pênalti não marcado contra o sócio da FERJ e outro inexistente marcado a favor, decidindo o jogo. Sem falar no pé nas costas(lembram do pé no peito domingo passado?), da comemoração proibida junto aos torcedores, com um jogador já amarelado, etc.
Por essas e outras, não fosse um trem pagador chamado Flamengo, esse campeonato já teria acabado há muitos anos. Em 2015, a trama contra a dupla Fla x Flu foi ostensiva, afastando o Luxemburgo e o Fred em jogos decisivos. Vendo Santos x São Paulo ontem à noite, tive vergonha do que vira no Maracanã mais cedo. Parece outro esporte. É isso que esses muquiranas preferem, um campeonatozinho chinfrim, cada vez mais fraco, ano a ano. Os protagonistas já se confundem com Madureira, Macaé e Volta Redonda. Os finalistas de 2015: o clube carioca que veio da segundona contra o clube carioca que foi para a segundona. A final dos sonhos da FERJ. Assim como os cérebros dessa gentalha, os finalistas desse ano são minúsculos.

Ótima matéria, mas não podemos isentar que o Flamengo deixou a desejar. Fica evidente que não temos um padrão de jogo, que não propusemos jogadas, que fomos morosos e sem garra nos três últimos jogos decisivos, que três volantes é um acinte à cultura do Flamengo, e que alguns jogadores não têm condições de vestir a camisa do Mengão. E mais, agora ficou claro a diferença entre gasto e investimento. Não quisemos pagar cem mil a mais para o Pratto e ele foi para o galo. A renda da final da copa do brasil que, segundo o wallin (aquele que demitiu o jayme pela imprensa e pulou do barco qdo estávamos ma degola) era para trazer o Elias, não o foi. Então preferimos gastar com araujo, bressan, pará, eduardo, pico, cadu, artur, e deixar de investir naqueles que realmente fazem a diferença, chamam a responsabilidade e dão padrão ao time. Façamos as contas. E cada um que assuma sua parcela de responsabilidade.