Fonte: Goal | Rodrigo Calvozzo
Em busca da recuperação de sua auto estima alguns torcedores apoiam políticas que não deixavam saudades. Diante disso fica a pergunta, por onde anda o respeito?
O Vasco está a um empate de conquistar um título que não sente o gosto há 12 anos. Mas isso quer dizer que o respeito voltou?
Quem caminha pelas ruas do Rio de Janeiro, antenado nos papos de futebol, só escuta que o retorno do “Dr. Eurico” repôs o Vasco entre os grandes novamente e que agora as coisas serão diferentes.
O Vasco sempre foi gigante e sempre será. Não precisa de um dirigente que se autointitula seu salvador para que isso seja confirmado. É uma pena que muitos apaixonados pelo clube, com o coração machucado pelas recentes decepções, só enxerguem a possibilidade de voltar a gritar é campeão e não percebam que sua grandeza é muito maior do que isso.
É lamentável que, caso a conquista seja confirmada, o trabalho do promissor técnico Doriva, assim como a de outros importantes atletas do elenco, seja colocado em segundo plano diante de tantas polêmicas, afinal de contas, a competição já está marcada por elas.
Será que o tal respeito foi conquistado dentro de campo ou no estilo “fala mais quem grita mais alto”? Pelo menos nas reuniões da Federação Carioca é assim que as coisas têm funcionado recentemente.
A sensação é que o Rio de Janeiro está voltando aos anos 80, lamentavelmente apenas fora das quatro linhas. Cada reunião, cada arbitral, passou a ter o peso de um clássico nesta edição do campeonato estadual e é isso que dirigentes com o estilo do presidente do Vasco da Gama mais gostam.
É evidente que o torcedor precisava recuperar sua autoestima. É lógico que clubes deste porte não podem passar por situações como a que o Time da Colina enfrentou. Mas, pela sua grandeza, ele não precisa de um pseudo salvador, que se proclama o herói de uma “nova era”. Vale lembrar que a tal fase caótica foi criada exatamente sob sua gestão, o que aumenta ainda mais os questionamentos de sua eficácia.
Respeito o Vasco nunca deixou de ter. O problema foi que o racha interno, provocado pela mesma conduta política que agora surge como inovação no cenário, arrastou o clube para o abismo. Muitos gênios da política não se cansam de dizer que a invenção do caos é uma solução prática para que surjam os heróis populares. É essa a cena que vive atualmente os cruzmaltinos, que diante de tantos problemas, preferem esquecer como que tudo está sendo conquistado.
Não existem santos ou demônios neste meio, mas que o futebol carioca merecia algo melhor, disso eu não tenho dúvidas. Respeito não se conquista com berros, gritos, charutos ou manobras políticas, mas sim com trabalho e neste caso, bom futebol. É triste perceber que os clubes que mais apoiaram este lamentável repertório regido pela federação serão coroados vencedores.
Vale lembrar que esta crítica não se estende aos técnicos e jogadores, que dentro de campo fizeram os seus trabalhos, algumas vezes até de forma brilhante. Porém não há como negar que a conquista que está prestes a chegar esteja manchada por tanta polêmica gerada pelos seus dirigentes, que é uma pena.
Respeito é bom e todos gostam, mas o que está de volta, infelizmente, não é isso.

Este mesmo Eurico que está fazendo de tudo nos bastidores da FERJ para beneficiar o Vasco, foi o mesmo que fez de tudo dentro da FERJ para prejudicar a gestão do Roberto Dinamite qdo presidente. Só vascaíno imbecil que não enxerga isto.