Fonte: Magia Rubro Negra
Hoje estou dividido entre a minha paixão pelo Flamengo e pelo Salgueiro, minha escola de samba. Assim, preferi escrever em homenagem ao aniversariante de ontem, um dos melhores cabeças de área que o futebol brasileiro já viu. Brincadeiras à parte, é muito melhor falar sobre um meia de marcação com muita habilidade e refinada classe com a bola nos pés. Nessas horas eu sou saudosista com muito orgulho e felicidade.
O Tromba, como a galera de 1981 chamava no vestiário e no campo o mineiro Jorge Luis Andrade da Silva, foi um monstro jogando com o Manto Sagrado número 6. Cria de uma geração de muitos jogadores promissores, Andrade teve que jogar no futebol venezuelano para amadurecer antes de subir para os profissionais.
Foi artilheiro no futebol da Venezuela e voltou para ser titular, formando um antológico meio de campo com, nada mais nada menos, do que Adílio e Zico. O Tromba foi um grande jogador naquele timaço. Não foi um mero coadjuvante, jogava demais e mantinha uma humildade admirada por todos. Com enorme dificuldade para falar, preferia protagonizar com a bola nos pés.
E a maior felicidade que esse craque me proporcionou foi aquele golaço em 1981, o sexto gol que retirou da arquibancada aquela faixa “Nós gostamos de vo6”, depois de nove anos. Eu estava lá e já temia não aproveitarmos a chance de novo. Mas, o Andrade acertou um pombo sem asas de longe, no apagar das luzes. E eu estou comemorando até hoje. De lambuja, depois de 16 anos de espera, Andrade comandou o time até o Hexacampeonato.
Valeu, Tromba. Parabéns por ontem, hoje e sempre.

Não conhecia essa passagem de Andrade na Venezuela no início da carreira. Valeu Tromba!!! SRN.