Fonte: República Paz & Amor
“Estou criando outra situação para a equipe, que antes eu não podia fazer.” Essa é uma declaração do nosso Luxemburgo no final de Abril. QUATRO (4), q-u-a-t-r-o meses depois do início da temporada de 2015. Uma frase que me faz lembrar o bom e velho Proust, numa lição que aprendi com ele: o desejo nos força a amar o que nos fará sofrer. Meu desejo de Flamengo, esse tesão que dá a solução e que não passa nunca, quase me “força” a acreditar nessa outra situação que o professor declara em entrevista: um meio de campo formado por Jonas, Canteros e Arthur Maia. Ah, o desejo. Que caminhos tortuosos ele me leva. Na vida. No futebol. No amor. Em tudo isso ao mesmo tempo agora. E na estreia do time contra o São Paulo, no PRÓXIMO dia 10 de maio, e depois num jogo em casa contra o time do “módulo amarelo”. Não estou disposta pela busca dos 45 pontos. Não estou disposta a fazer contas. Não estou disposta a me contentar com mais UM mísero reforço. E não estou disposta a torcer por “um grupo em que todos se sintam importantes”, como declarou o professor. É isso que ele quer? Meus sais! Cadê meus sais?!?!?!
Disputamos (e fomos eliminados) de forma medíocre do Euricão 2015, a torcida comprou o “barulhinho bom” da diretoria, e por motivos óbvios ficou do lado do certo, CONTRA a Federação e tudo o que ela representa. Mas, vamos lá: QUE OPÇÃO A DIRETORIA deu pra torcida? Que fim levou a Liga? Disputou o campeonato “rompida com a federação” tipo um casal separado morando na mesma casa, dormindo na mesma cama. Aí de vez em quando a patroa passa pelada no quarto…o marido sai enrolado na toalha…e vamos pro jogo. E nós fomos. O campeonato de formato falido chega ao final com casa “cheia”. E a torcida do Flamengo no sofá e com controle remoto na mão escolhendo qual jogo NÃO assistir. Disputamos um campeonato metafísico e ficamos de fora. Mas, agora, OU But Now: “ with Brazil’s economy in recession, and sponsors and fans cutting back on spending, the clubs’ finances are expected to get even worse. The clubs must publish their 2014 results by April 30, and only one — Rio de Janeiro’s Flamengo — will be able to announce that it has earned enough to service its debt and pay its taxes, according to estimations by Cesar Grafietti, a credit manager at the Brazilian investment bank Itaú BBA”. Entendeu? Não? Joga do Google Tradutor ou volta pras aulas do cursinho de Inglês, pois o golaço da semana da eliminação foi que aparecemos no THE NEW YORK TIMES. Uma pena que eu NÃO leio o The New York Times. Mas, faço leitura de JOGO, serve? Faço leitura de uma partida! Ajuda? É amigos, que momento, the book is on the table ou para os mais “apaixonados”, THE SKY IS BLUE. Sem trocadilhos.
Somos testemunhas do trabalho desenvolvido pela diretoria do Flamengo. Vivemos um tempo novo. Aleluia! Contra os fatos não há argumentos. E não estou falando de matéria de jornal estadunidense. Acompanhamos o trabalho realizado, as contas estão aí para a Torcida Organizada dos Balanços Rubro-Negros se deliciarem nas arquibancadas das calculadoras HP da vida. Mas, não me iludo com a Diretoria de Futebol, se o elenco não for reforçado, não me iludo, tudo permanecerá, do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando, tempo e espaço navegando, todos os sentidos!
Mas, o Flamengo é TÃO Flamengo que o HEPTA pode estar por um segundo! E o caneco tem direção certa: a Gávea. Além do Zico, o tempo também é REI. E quando a bola começar a rolar de verdade pra gente no Brasileirão, esse mesmo Flamengo, agora de 4-5-1 (até a próxima temporada em Atibaia) vai me ensinando a transformar as velhas formas do viver!
Pra vocês, Paz, Amor e Fé.
No Flamengo.
Vivi Mariano
