Falando de Flamengo – A vitória incontestável no clássico de ontem, ficou um pouco ofuscada pela polêmica em torno da disputa política entre Flamengo, Fluminense e FERJ. Somando-se a isso, uma arbitragem confusa com a expulsão do atacante Fred ainda no primeiro tempo, fizeram com que a atuação do time do Rubro-Negro ficasse um pouco fora dos holofotes.
Certamente não foi uma atuação de gala e digna de exaltação. Contudo, levando em consideração os desfalques de vários jogadores importantes (principalmente Éverton, Canteros e Paulinho), o time acabou por apresentar uma atuação consistente e, mesmo antes da expulsão de Fred, já dominava a partida. Analisando taticamente o time, o Flamengo se apresentou praticamente de forma perfeita nesse aspecto.
Armando o Mais Querido no intuito de anular as principais peças tricolores e explorando os contra-ataques, Luxemburgo conseguiu frear as armas adversárias. Fixando Pará na marcação, o lateral pouco foi visto no apoio, fazendo com que Kennedy pouco fosse notado em campo. Além disso, conseguiu fazer com que Jonas grudasse na revelação Gérson, e Márcio Araújo vigiasse Wágner de perto, matando assim o início das jogadas do Tricolor. Wallace e Bressan deram conta de Fred, e Anderson Pico, que ficou mais preso no primeiro tempo marcando de perto as subidas de Wellington Silva, principal ‘garçom’ do time das Laranjeiras.
Com a expulsão de Fred, o trabalho rubro-negro foi facilitado. Livre em campo, Wallace, Bressan e Frauches (que entrou no lugar de Jonas) deram conta do sistema defensivo e conseguiram liberar mais as subidas de Pico e Márcio Araújo. No ataque, a movimentação constante de Alecsandro, Marcelo Cirino e Gabriel foi eficiente, mesmo sem uma grande atuação individual do camisa 7.
Esta vitória dá confiança no andamento da temporada, pois mostra que mesmo com ajustes ainda a serem feitos, e contratações pontuais aguardadas, o Flamengo está longe de ter um elenco tão frágil quanto o da temporada 2014. Entretanto, é preciso que o Rubro-Negro esteja atento ao condicionamento físico, de forma a diminuir frequente rotatividade de jogadores no Departamento Médico, a fim de que algo de bom seja apresentado no Campeonato Brasileiro e demais fases da Copa do Brasil.
