
Fonte: Blog do Mansur
O balanço do Campeonato Estadual feito pela concessioária que administra o Maracanã é um retrato do esforço para adaptar as novas arenas, boa parte delas projetadas para a Copa do Mundo, ao dia a dia do futebol doméstico no Brasil. A administração do estádio revela que, ao contrário de 2014, a operação dos jogos deu lucro. No entnato, encara o último Estadual como um aprendizado: quando vale a pena abrir o Maracanã, a que preços, em que tipo de jogos e com que setores disponíveis. Usar o estádio de forma mais racional, recebendo menos partidas com clubes pequenos, e até alterar o regulamento, eliminando a semifinal em dois jogos, estão entre as sugestões da concessionária. O acúmulo de jogos do Flamengo em períodos pequenos também não é considerado saudável.
Ao todo, foram 19 jogos do Estadual no Maracanã, número que a concessionária considera alto. Ao todo, estas partidas somaram R$ 19,7 milhões de renda bruta. Entre aluguel do estádio e custos operacionais, o Maracanã custou R$ 6,8 milhões. Segundo Marcelo Frazão, diretor de marketing do estádio, se levados em conta apenas os custos diretos de realização das partidas, a operação do Estadual no Maracanã deu lucro aproximado de R$ 1 milhão, contra um prejuízo de R$ 6 milhões em 2014. Este números levam em conta gastos com energia, telões, grades e manutenção do gramado, por exemplo.
Considerando toda a manutenção do estádio e os custos do dia a dia, como o salário de funcionários, o primeiro trimestre do ano ainda registrou prejuízo para a concessionária, embora as perdas tenham diminuído em relação ao trimestre anterior.
– É um equívoco olhar os borderôs e dizer que o Maracanã lucrou R$ 6,8 milhões com o Estadual. Boa parte deste dinheiro paga custos, serviços. O estádio custou isto para os clubes. E, na realidade, não custa só isso. No dia a dia, o custo é muito maior. Na operação dos jogos, o lucro foi de R$ 1 milhão – diz Frazão.
Embora reconheça a relação que, historicamente, o Maracanã tem com o Estadual, Frazão entende que a avaliação deve passar por reconhecer que, “quando se adota no Brasil uma estrutura de estádio como esta, há um custo”. Refere-se às arenas com o chamado padrão Fifa. A operação de 11 dos 19 jogos do Maracanã resultou em prejuízo. Num país com taxas de ocupação de estádios baixas, em especial nos estaduais, as novas arenas ampliam o desafio de fazer a conta fechar. A rigor, não foram projetadas para uso contínuo com os padrões de comparecimento de público no Brasil. O “país do futebol” tem histórica dificuldade de encher estádios quando os jogos não são decisivos.
Segundo o diretor da concessionária, além dos bons públicos em clássicos envolvendo o Flamengo na Taça Guanabara, e dos jogos rentáveis nas finais, em especial pela força da torcida do Vasco, o novo modelo de operar o estádio garantiu o lucro. O ponto de transição, segundo Frazão, aconteceu no fim de fevereiro. Após três jogos deficitários entre grandes e pequenos, foi “feito um corte” no estádio, que passou a abrir poucos setores e funcionar como uma arena de 30 mil lugares. A operação foi batizada de “Maraquinha”.
– O Flamengo x Bovista nos fez funcionar no azul e mostrou que era o caminho. Claro que, além do estádio reduzido, o jogo teve circunstâncias especiais: foi após o carnaval, a cidade estava cheia de turistas e vieram 24 mil pessoas. Há jogos que não justificam abrir o estádio – argumenta Frazão.
Nos clássicos, quase todos os setores do estádio foram abertos. E houve prejuízo, por exemplo, no Botafogo x Fluminense do dia 8 de março. Para Frazão, outro ensinamento.
– Às vezes, os clubes acham que vai vir mais gente por ser clássico, não percebem que o apelo do jogo é menor. Tivemos as mesmas 24 mil pessoas do Flamengo x Boavista, mas como abrimos o Maracanã quase inteiro, deu prejuízo – diz o diretor do Maracanã.
Os custos, aliás, são alvo de boa parte das reclamações dos clubes. Da renda total de R$ 19,7 milhões, descontados os gastos com o Maracanã, os R$ 2,3 milhões de participação da Federação e outros custos, coube aos clubes R$ 8,1 milhões. Ou seja, apenas 41% do total da bilheteria.
– A percepção dos clubes quanto ao resultado financeiro dos jogos é ainda pior porque, no Carioca, eles dividem a renda. Em outros estados, o mandante fica com todo o valor – lembra Frazão.
Há um cálculo de que, com o Maracanã aberto em todos os setores, a possibilidade de lucro se dá apenas a partir de um público de 30 mil pessoas. A concessionária considere que dificilmente o estádio estará disponível para o Estadual de 2016, por causa dos Jogos Olímpicos. Mas lança um alerta para o futuro.
– Temos que filtrar mais os jogos. Não dá para abrir para três ou quatro mil pessoas. Houve semanas em que o jogo da quarta-feira e o da quinta-feira, juntos, cabiam no Maracanãzinho. Tentamos propor a rodada dupla e não foi aceito. É preciso, talvez, usar outros estádios com maior atratividade – diz Frazão.
Na visão dele, a semifinal em duas partidas comprovou ser um equívoco.
– É quase uma inutilidade. O público não vem, quer ver o jogo que realmente decide. Na final, tudo bem. Ainda mais semifinais num mesmo estádio. Quando são jogos em dois locais diferentes, ou cidades diferentes, ainda se explica. Porque o público local teria só uma chance de ver a partida.
Até mesmo jogos do Flamengo, considerado o grande arrecadador do Maracanã, devem ser usados com moderação, na visão da concessionária. Frazão lembra que, em março, o rubro-negro jogou seis vezes no estádio: quatro pelo Estadual, além do jogo de despedida de Léo Moura e a partida contra o Brasil-RS, pela Copa do Brasil.
– Quatro destes jogos foram transmitidos ao vivo para o Rio. Esquece. Não há dinheiro nem interesse do público. Houve dois jogos com menos de oito mil pessoas.
Números do Maracanã no Estadual
Público presente: 503.769 (média de 26.514)
Renda: R$ 19.702.830
Participação Ferj: R$ 2.364.233
Demais custos de borderô: R$ 2.373.269
Aluguel do estádio: R$ 3.144.107
Custos operacionais (Maracanã): R$ 3.695.938
Participação dos clubes: R$ 8.125.281
O que disse Rossi, goleiro do Flamengo, na intertemporada em Portugal? Rossi completou três…
O que disse Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, sobre a intertemporada em Portugal? A…
O que disse Marcão, pai e empresário de Gerson, sobre Bap, presidente do Flamengo? …
Testes com jovens, estrutura de luxo e contratações na mira durante intertemporada do Flamengo em…
Flamengo aproveita pausa para Copa do Mundo para preparar o elenco O calendário do futebol…
Como está a situação de Lorran no Flamengo? Por: Rodrigo Lima Lorran está vivendo…
Ver comentários
Se o Flamengo por exemplo construisse um estádio para 80 mil lotaria em praticamente todos os jogos do Flamengo, além dos sócios e torcida do RJ viriam torcida do Flamengo de todas as partes do Brasil e mundo para ver jogos pelo menos 2 vezes ao ano! Pois seria um ponto turístico até para os não flamenguistas, um estádio estilo aquele do Bayern de Munique, com cores rubro negras, Com capacidade para 55 mil pois tem as gratuidades caberiam 50 mil.
Isso é que vc diz, mas não a realidade !!!!
Tá na hora do flamengo construir um estádio já chega desse desmando todo o maracana não é do flamengo nunca vái ser... Vamos ajuda sendo sócio torcedor
Isso não é o maracanã e sim um remendo do antigo.
Bandidos sanguessugas. Vampiros que tiram dinheiro do futebol, graças ao filha da puta do Cabral.
Ou eles largam esse osso, ou o Flamengo tem que parar de jogar ali. O Maracanã antigo morreu.