Fonte: Blog Deixou Chegar
O Flamengo tem se apresentado muito mal na temporada. O cenário no primeiro tempo do jogo contra o Sport foi desesperador. O time, além de apático, foi uma bagunça só. Luxemburgo, na coletiva, bateu na tecla dos reforçozzzzzzzz mais uma vez. Como eu, e provavelmente nem ele, vejo Diego, Robinho ou Guerrero desembarcando no Rio de Janeiro nessa manhã, é preciso pensar em soluções com o que o Flamengo tem, que, cá entre nós, não é tão pouco. O segundo tempo contra o Sport apresentou algumas ideias.
Desde o começo do ano, Luxemburgo pouco experimentou um esquema que não contemple três atacantes. O esquema padrão do Flamengo pode ter dois ou três volantes, um meia mais livre para criar ou não, mas sempre tem Everton aberto na esquerda, Paulinho ou Gabriel na direita e Alecsandro ou Cirino centralizados. O máximo que muda é Cirino jogar pela direita para dar vaga a Alecsandro. O que acontece é que o isolamento do setor ofensivo cria um buraco entre o ataque e a defesa do Flamengo, o que pode ser evidenciado pelo número de rebotes ganhos pelo adversário nos jogos.
Sem qualidade para sair jogando, Jonas não consegue participar das trocas de passes do ataque. Almir é peça nula, servindo apenas para dar passes para trás e cobrar mal escanteios e faltas laterais. Sobra para Canteros a missão de criar as jogadas do time. Como joga muito afastado dos atacantes, o volante é obrigado a fazer passes mais longos e, por natureza, menos precisos. Seus passes curtos e triangulações deixam de ser produtivos para o ataque, que está longe. É uma situação diferente do esquema do ano passado, que tinha Márcio Araújo/Gabriel e Everton jogando abertos, mas menos avançados, como meias, e uma dupla geralmente formada por Eduardo da Silva e Alecsandro no comando do ataque. Além de gerar oportunidades a partir de bolas roubadas na marcação por pressão (fundamental para um time sem camisa 10), o meio campo era mais compacto, com jogadores mais próximos uns dos outros. É algo que pode ser testado novamente.
O jogo mudou de cara no último domingo quando, durante o intervalo, Luxemburgo fez duas substituições: promoveu as entradas de Márcio Araújo e Paulinho para as saídas de Jonas e Almir. Araújo não é nenhum primor técnico, mas tem uma precisão nos passes muito maior do que Jonas e pode participar mais das posses do Fla. Paulinho, por sua vez, é muito mais participativo que Almir, e dá ao time um aspecto importante para um esquema tão aberto: movimentação.
Por diversas vezes, Paulinho voltou ao meio campo para puxar as jogadas e, com um drible ou outro, ajudou a desmontar o sistema defensivo do Sport. A movimentação do camisa 26 abriu espaços para Gabriel e Everton se envolverem mais na partida, fazendo com que o ataque girasse melhor a bola e criasse mais oportunidades pelos flancos. Além disso, a ausência de alguém mais fixo ocupando aquele espaço no meio permitiu que Canteros surgisse mais vezes como homem surpresa do ataque, participando da criação de jogadas com passes mais curtos, rápidos e mais precisos. Não à toa, o argentino surgiu três vezes como finalizador dentro da área no segundo tempo, e em uma delas conseguiu anotar o primeiro gol do Fla no jogo.
A movimentação gera espaço até para quem vem do setor ofensivo. É o caso de Pará no lance a seguir. Canteros está caindo pela direita, assim como Gabriel, e essa movimentação faz com que o lateral se sinta livre para puxar a bola para o meio. Depois disso, o mesmo Gabriel se encontra desmarcado para receber o passe e cruzar para a área, onde, além de Canteros, se encontram Alecsandro, Everton e Paulinho, os outros três atacantes do Fla.
Como o Sport não atacou muito no segundo tempo, lançando mão de chutões e espirradas de qualquer forma, o Flamengo não conseguiu gerar tantos contra-ataques, uma vez que estava em desvantagem no placar. Mas diante do São Paulo, jogando fora, o Fla deu um exemplo de que, se ocupar bem o meio campo e tiver uma saída de jogo rápida, pode ser eficiente.
No lance abaixo, Canteros divide com o meia são paulino e Everton, antecipando que o Fla roubaria a bola, engata a primeira pela esquerda. O atacante dispara e, após uma tabela rápida com Marcelo Cirino, encontra-se em questão de segundos cara a cara com Rogério Ceni, em uma jogada trabalhada a la Flamengo Cimenteiro de 2014. Mais disso, por favor.
O tempo corre para Luxemburgo, e será preciso que o treinador, de ego tão complicado, exercite sua autocrítica. O elenco tem suas falhas, mas é melhor do que o do último ano, que rendeu bem sob o comando do técnico, com um time bem disposto taticamente, baseado em roubadas de bolas, velocidade em contra-ataques e movimentação, ocupando os espaços do campo. Nada parecido com esse amontoado que vai a campo toda semana pelo Flamengo. As falhas e virtudes do elenco são evidenciadas pela maneira de jogar do time, e pelas situações criadas durante o jogo. Resta saber se Luxa terá o cuidado de, no meio desta confusão (com o perdão do termo, professor), dar um passo atrás para identificar melhor a direção para a qual dará os passos para frente. Seja ele o 4-4-2, o 4-3-3, o que Luxa quiser. Mas que seja bom.

Ótima análise, só que Gabriel não sabe passar e nem chutar, só correr, então Nixon e Paulinho poderiam jogar desse lado, o Flamengo fora de casa tem que ser no 4-4-2 com marcação e criação no meio campo para os dois atacante, um centroavante e um atacante de velocidade que um sirva o outro tabelando até finalizar, no Maracanã o Flamengo tem que jogar no 4-3-3 só que com Canteros de meia e Jonas e Cáceres de volantes para ter mais marcação e liberdade para o Canteros armar o time e chegar para finalizar, até contratarem um meia de ligação curta e direta e um centroavante! Simples basta o Luxa analisar isso e por em prática pois o Flamengo ainda não tem os reforços mas pode vencer com esse time e tática, com reforços o Flamengo iria golearmesmo fora de casa pois teria qualidade nos passes e finalizações melhores e chutes de fora da área e faltas para fazer gols, lembrando que o Canteros é o cobrador oficial de faltas, já fez gol, ele era meia no Vélez da Argentina na Libertadores e destaque do time!