Fonte: República Paz & Amor
O Flamengo existe para inquietar. A função dele no mundo é te tirar do senso comum. Da comodidade natural das coisas. O Flamengo é Vermelho e Preto. De guerra. De poder. Cores que não combinam e ao mesmo tempo se completam pela força e a grandiosidade que emanam. O Flamengo, meus amigos, é força da natureza. O Flamengo é o milagre. É o santo. É a divindade. O Flamengo é sagrado. É profano. É contradição. É unanimidade inteligente. É a paz. É a guerra. O Flamengo é devir, transformação, vir a ser. SENDO. Não à toa está revolucionando o cenário do futebol brasileiro…pagando dívidas.
Mas, nós sabemos que o Flamengo está apenas, e acima de tudo, sendo Flamengo. E como isso acontece no mundo? Elementar meus caros leitores, no momento da fecundação rubro-negra. Quando existimos Flamengo e construímos nossa história a partir daí. Foi assim com o Bandeira, o Tostes, o Wallim, o Bap, o Wrobel, o Rafa e todos os vermelhos e pretos que assumiram a política do Clube Mais Querido do Brasil. Foi assim também com os que passaram por lá bem antes deles. E foram campeões do mundo. E foram hexa. Eles também tem o meu respeito, e as minhas críticas. Muitas críticas, por suposto. Toda essa contextualização viceral é para dizer que as ações são humanas, são planejadas, são estrategiadas, bem ou mal executadas, mas são humanas. O Flamengo não. O Flamengo é SOBRENATURAL. Então, por mais que se dediquem, executem, realizem, transformem, trabalhem, tenham sucesso, JAMAIS estarão acima do Flamengo. Esse é o risco que corremos sempre com aqueles que administram o clube. Para o bem ou para o mal. E como conseguimos vislumbrar esse risco? Através do modo que lidam com o verbo divino que se faz time, que se faz jogador, que se faz resultado, gol, vitórias (empates medíocres, derrotas humilhantes). Quando a vontade (e o dever) de pagar dívidas, tira o medo de ser rebaixado. Quando a vontade (e o dever) de pagar dívidas, tira o medo de perder um título, mesmo que seja um título estadual. Quando a vontade (e o dever) de pagar dívidas, tira o medo de entrar derrotado no maior e mais importante campeonato do país.
Hoje somos exaltados pela Revista Exame e envergonhados por jogadores sem alma, sem tesão, sem disposição, sem PREPARO FÍSICO, sem ESQUEMA TÁTICO, sem gols, sem vitórias, sem TALENTO. Isso aqui não é Flamengo. Mas, de acordo com a política de austeridade financeira, a partir de 2017…2020 – quase uma releitura de uma odisséia no espaço, do Stanley Kubrick – voltaremos a ser Flamengo, pois teremos muito dinheiro em caixa, não teremos dívidas, e com isso poderemos fazer contratações e consequentemente ganhar títulos. Poderemos? Se valores milionários fossem a ÚNICA garantia de títulos, a Champions League terminaria empatada. Com as bençãos dos deuses que regem o destino da bola, e que ainda olham por nós, futebol TAMBÉM é magia, é encantamento, é loucura, é ACASO (apesar do Ferran Soriano) e isso se dá através da paixão que nos move e nos faz torcer (pelo Flamengo) e do talento (ou a falta dele) de JOGADORES. Por isso, cobro, EXIJO, grito por reforços, por esquema tático, por uma política de austeridade da bola e dentro de campo. Com a licença poética do genial Lindolf Bell, ouso declarar: MENOR QUE O MEU SONHO O FLAMENGO NÃO PODE SER. Menor que o meu sonho EU NÃO posso ser. E o meu sonho é ver o Flamengo campeão. Pra sempre.
Pra vocês,
Paz, Amor & Sonhos.
Vivi Mariano
