Fonte: Falando de Flamengo
Nada como uma derrota na primeira rodada, diante de um tradicional rival e jogando fora de casa, para acirrar ainda mais a bipolaridade do torcedor do Flamengo. Mantenham a calma, e antes que atirem pedras, também acho que a atuação foi ruim e que este ano ainda não apresentamos grandes coisas, principalmente em evolução tática. Contudo, nada nessa vida deve ser em excesso. Nem o otimismo desenfreado de uns, nem a histeria coletiva de vários.
Passando por uma reformulação administrativa que deveria ser realizada em todo o futebol brasileiro, o Flamengo patina quando o assunto é campo e bola. Luxemburgo era exaltado ao final da temporada passada e agora é execrado. Pedem Abel, sem esquecer que o mesmo foi quase escalpelado quando o Rubro-Negro perdeu o título da Copa do Brasil, em pleno Maracanã e jogando com 4 volantes.
O craque de outro time será contestado aqui. O perna de pau que deixamos de contratar, vira peça primordial na visão da torcida. Difícil essa vida de dirigente do Flamengo. É óbvio que o Mais Querido deve melhorar em vários quesitos em relação ao futebol. O torcedor não deve se contentar com títulos de melhor CEO (aliás, quantos têm no futebol brasileiro?), melhor gestão e outros títulos “MBAzisticos”. Porém, a galera rubro-negra poderia pensar um pouco mais com a razão e menos com o coração (ou o fígado, em alguns casos).
Façamos um exercício de reflexão: caso você fosse dirigente, quem você contrataria como duas peças para esse campeonato? Você gastaria 1 milhão mensal por Robinho? Apostaria em Petros e Quintero? Garanto a você que dificilmente chegaremos a um consenso nos comentários dessa crônica.
Resta torcer para que os dirigentes do Flamengo possam ter discernimento e acertem em suas escolhas.
