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O suíço Joseph Blatter, recém-eleito para a presidência da FIFA pela quinta vez, acaba de renunciar ao cargo. Em meio a uma investigação profunda do FBI, que tem assolado a entidade máxima do futebol, Blatter convocou um congresso extraordinário para fazer novas eleições e indicar seu sucessor para se concentrar “em reformas profundas”:
“Vou organizar um congresso extraordinário para a minha substituição do cargo de presidente. Não vou concorrer. Fico agora livre dos constrangimentos da eleição. Ficarei em posição de me concentrar em reformas profundas. Há muitos anos que reclamamos por reformas, mas não têm sido suficientes”, informou.
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Entre as acusações que os suspeitos enfrentam estão lavagem de dinheiro, crime organizado e fraude eletrônica. O governo norte-americano suspeita que dirigentes da Fifa gastaram mais de US$ 100 milhões em propinas desde os anos 90.
O discurso do dirigente vai totalmente na contramão do que dissera anteriormente, quando afirmava que as denúncias da Justiça norte-americana não afetariam a alta cúpula da FIFA. Por conta das acusações, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi detido na Suíça.
Os escândalos deflagrados prometem não parar por aí. Ricardo Teixeira, também ex-mandatário da entidade brasileira, foi indiciado por quatro crimes pela Polícia Federal: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. Segundo reportagem no site da revista Época, Teixeira movimentou em sua contas R$ 464,56 milhões no período em que foi presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, entre os anos de 2009 e 2012. Teixeira, atualmente, reside nos Estados Unidos.
