Fonte: GE
Artilheiro da Copa América 2011, ele é a esperança da sua seleção e tem admiração de quase 60 milhões de flamenguistas e corintianos. “Meu país aposta em mim”, diz
Paolo Guerrero carrega nos ombros mais do que a responsabilidade de ser a esperança de um país inteiro. Além do apoio de aproximadamente 30 milhões, população estimada do Peru, o atacante de 31 anos conta também com os olhares atentos das maiores torcidas do Brasil: Flamengo e Corinthians.
O Rubro-Negro, destino depois da Copa América, e o Timão, clube no qual se tornou ídolo após definir o Mundial de Clubes de 2012, movem juntos aproximadamente 60 milhões de torcedores, segundo pesquisa do Ibope de 2014.
Tudo isso torna diferente para ele o duelo entre Brasil e Peru, neste domingo, às 18h30 (horário de Brasília), no estádio Germán Becker, em Temuco. Será a segunda vez de Guerrero contra a Seleção. Na primeira oportunidade, no dia 18 de novembro de 2007, o confronto terminou empatado por 1 a 1, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. À época, o atleta não tinha o status de ídolo nacional, nem sonhava em virar astro de uma equipe brasileira.
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A esperança dos peruanos sobre Guerrero cresce principalmente porque ele foi o artilheiro da última Copa América, em 2011, com cinco gols. A boa participação do centroavante de 31 anos ajudou a equipe na busca pelo terceiro lugar, uma das melhores colocações na história recente da seleção bicampeã do torneio (1939 e 1975). Com 21 gols, ele está a cinco bolas na rede de igualar Teófilo Cubillas, maior goleador da história.
– Sei da responsabilidade de jogar pela minha seleção. Estreei com 19 anos e sempre confiaram em mim. Agora, é uma Copa América em que todo o meu país está apostando em mim, porque fui o artilheiro da última. Sei da importância que o meu rendimento dentro de campo tem para o meu país, mas tento ficar tranquilo, concentrado e focado. Não carrego essa responsabilidade sozinho: há mais quatro ou cinco jogadores que também têm, pela idade e pelo que fazem na Europa. Quem joga é o Peru, não só eu. A seleção peruana não pode depender de um só jogador – afirmou.
Acostumado a enfrentar os defensores brasileiros no Paulistão e no Brasileirão, Guerrero agora vai encarar uma zaga “europeia”: David Luiz (Chelsea) e Miranda (Atlético de Madrid).
– A defesa brasileira é muito jovem e experiente, porque joga na Europa, mas também tenho respeito pelos defensores que atuam no Brasil. Sei a dificuldade de jogar o Brasileiro e o Paulista, porque há zagueiros de boa qualidade. Será tão difícil quanto era jogando no Brasil. O importante é estar concentrado e aproveitar as chances que vão me dar – disse.
Se aproveitar essas chances contra o Brasil, Guerrero vai se distanciar ainda mais de Claudio Pizarro, outro ídolo da seleção com o qual mantém parceria dos tempos de Bayern de Munique. Será a última Copa América do centroavante de 36 anos, autor de 19 gols e atualmente reserva no time de Ricardo Gareca.
Independentemente de balançar a rede da Seleção, Guerrero certamente seguirá sendo lembrado no Brasil. Seja pelo misto de admiração e tristeza dos corintianos, pela saída do clube, ou pela nova história a ser construída no Flamengo.

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Pelo contrário estou torcendo p o Peru e a Colômbia sejam eliminadas logo para que Guerrero e Armero venham logo de volta.