Fonte: O Globo
Depois de passar toda a temporada na reserva, Eduardo da Silva entrou no time do Flamengo após a saída de Alecsandro, que foi para o Palmeiras, e não demorou a mostrar serviço: sábado, em seu segundo jogo como titular, fez o gol da vitória sobre o Coritiba, em cabeçada certeira, sua especialidade desde os tempos em que liderava o ataque da seleção da Croácia.
Com a chegada dos reforços para o ataque – Guerrero, após a Copa América, e Emerson Sheik, que deve ser anunciado esta semana -, Eduardo da Silva sabe que a concorrência por uma vaga na equipe ficará ainda mais acirrada. E conta com a volta da boa fase para se manter na equipe, mesmo que para isso tenha de se adaptar a outra posição.
– Para mim, tanto faz a posição em que eu jogo. No começo da temporada, eu joguei em várias posições, vindo por trás do atacante, como centroavante, pela direita e até pela esquerda. É claro que mudando de posição é mais difícil se adaptar, agora por exemplo já foi o segundo jogo como atacante – afirmou o camisa 23 rubro-negro. – Quanto mais jogadores de alta qualidade, melhor. Todos conhecem o Sheik, um grande jogador, que sempre vence, ganhou Brasileiro, Libertadores, tem experiência. É o professor (Cristóvão) que vai decidir, mas é claro que não só eu como os outros jogadores, estamos todos treinadndo e querendo seu espaço, mas quanto mais qualidade, melhor para o grupo – completou.
Desde que chegou ao Flamengo, ano passado, Eduardo da Silva já marcou muitos gols que decidiram o resultado da partida, como nas vitórias sobre Sport e Atlético-MG, no último Brasileiro, e agora, contra o Coritiba. No próximo sábado, no Maracanã, o Flamengo receberá o Atlético-MG, e o atacante espera que o time carioca novamente saia com os três pontos.
– Ano passado, foi um jogo muito difícil, eles fizeram 1 a 0 no primeiro tempo, mas a gente teve paciência e virou o jogo. Eu fiz o segundo gol, e foi ali que o time ganhou mais confiança, a gente cresceu no campeonato. Espero que isso possa acontecer de novo – observou.
Escola europeia
Para Eduardo, seu bom aproveitamento nas jogadas aéreas é fruto da formação que teve no futebol europeu.
– Quando jogava na Europa, eu fazia muitos gols de cabeça. É um pouco de sorte, e também da escola que eu tive, eu praticamente fui formado na Europa e tive muitos treinadores que me ensinaram a cabecear: não mexer muito a cabeça, procurar jogar no contrapé do goleiro, fazer o simples. E quando o cruzamento vem perfeito, como foi o do Luiz Antônio sábado, fica mais fácil.
A bonita cabeçada contra o Coritiba – o segundo gol deste tipo marcado por ele neste Brasileiro – fez o atacante se lembrar da boa fase vivida na Croácia.
– Eu era conhecido pela mídia de lá como um jogador decisivo, por fazer gols que determinavam o resultado. Um jornal da Croácia chegou a fazer uma estatística dizendo que eu tinha feito gols assim em dez jogos, ou seja, foram 30 pontos ganhos com gols decisivos meus – afirmou, antes de descrever, com orgulho, a cabeçada que considera a mais importante pela seleção croata.
– Foi o meu primeiro gol oficial pela Croácia, nas eliminatórias para a Euro de 2008, contra a Inglaterra, em casa. Nós ganhamos por 2 a 0, e eu fiz um gol de cabeça, entre os John Terry e o Rio Ferdinand, sem poder pular.
