Fonte: Mauro Cezar Pereira
Repentinamente a ala mais combativa da mídia ganhou adeptos. E cheios de disposição, criticando duramente os dirigentes do futebol brasileiro e mundial. Demorou, mas aconteceu. E a adesão maciça não foi casual. Agora ficou mais fácil.
Cabe também à imprensa refletir sobre o seu papel quando, inúmeras vezes, fechou os olhos ante as exigências absurdas da Fifa para a Copa 2014, por exemplo. Ou reverenciou personagens de paletó e gravata que se mostram nocivos ao futebol.
Antes tarde do que nunca? Talvez, pois outros dirigentes assumirão o poder e nada nos faz acreditar que, de uma hora para outra, tudo será lindo e maravilhoso. Não será surpresa se os críticos de agora voltarem a ser cordatos.
Interessante, também, a reação geral. A opinião pública se revolta com a cartolagem e personagens até então muito próximos dos dirigentes de futebol pulam fora do barco instantaneamente. Quanta habilidade, não? Um fenômeno!
