Fonte: Renato Mauricio Prado
Alguém, em sã consciência, acha mesmo que, com os times atuais, Flamengo e Vasco pode ter pretensões maiores nesse Brasileiro do que fugir do rebaixamento? Bazófias de dirigentes à parte, qualquer o torcedor consciente sabe que o rubro-negro e o cruz-maltino possuem times fraquíssimos. Ainda podem se reforçar? Claro. Mas a cada rodada há menos tempo para recuperação.
É o caso do Flamengo, que contratou Guerrero, mas só poderá utilizá-lo após a Copa América. Se mantiver até lá o desempenho pífio que vem apresentando (apenas um ponto conquistado em 15 possíveis!!!), quando o peruano chegar será tarde demais. Sozinho, estejam certos, pouco poderá fazer. E mesmo que acompanhado por Elias (o mais provável), Ganso ou Montillo, será duro carregar nas costas o resto dessa equipe ruim.
O peso da camisa
Alguns amigos concordam com a mediocridade dos elencos flamenguista e vascaíno, mas lembram que, exceção feita aos grandes paulistas, aos dois mineiros e ao Inter, os demais (inclusive os que lideram a tabela) contam com times mais ou menos do mesmo nível (fraco) dos referidos cariocas.
É verdade. Mas a grande diferença está justamente em jogar com uma camisa de clube médio ou pequeno, em âmbito nacional. É bem mais complicado, atuar sob o peso, a imensa responsabilidade e a furiosa cobrança que sempre existem em gigantes como Flamengo e Vasco.
Basta ver quantos jogadores brilham em clubes menores e não conseguem repetir o sucesso quando se transferem para os maiores.
O melhorzinho
O caso do Fluminense é diferente, por motivos óbvios. Ainda conta com um punhado de jogadores acima da média (Fred, Cavalieri, Jean, Gérson, Vinícius e Wágner) que, juntos, permitem que o tricolor sonhe mais alto. Não creio que tenha possibilidades de título — o considero inferior ao Atlético Mineiro, ao Inter e ao São Paulo, pelo menos. Mas, se estiver bem armado e com os salários em dia, dá pra brigar por uma vaga na Libertadores.
Podridão geral
Então, quer dizer que a Fifa pagou 5 milhões de euros para que a Irlanda não protestasse pelo escandaloso gol irregular que a eliminou e classificou a França para a Copa de 2010, na África do Sul? A jogada foi aquela em que Thierry Henry ajeitou a bola com a mão, antes do cruzamento para Gallas empurrar para a rede. Como se pode ver, substituir Joseph Blatter é pouco. Urge começar praticamente tudo de novo. Lá e cá. Ou alguém já esqueceu da CBF oferecendo um empréstimo para a Portuguesa desistir das ações na Justiça e se conformar com o vergonhoso rebaixamento no tapetão, em 2013?
Futebol é uma benção
E ainda há quem contrate o Felipão, pagando-lhe uma fortuna… Negócio da China é isso aí!
Atuação sublime
O que Novak Djokovic jogou para bater Rafael Nadal, categoricamente, por 3 a 0, nas quartas de final de Roland Garros não está em nenhum gibi. É verdade que o Miúra não é mais o mesmo, mas no saibro e, principalmente, naquela quadra central, ainda é um adversário de meter medo em qualquer um — basta lembrar que foi apenas a sua segunda derrota em onze participações no torneio (a outra foi para Robin Soderling, em 2009).
Não sei se Rafa conseguirá voltar aos seus melhores dias — o físico parece não lhe possibilitar tal façanha. Nole, ao contrário, anda em estado de graça. Se triunfar em Paris, a possibilidade de fechar o Grand Slam este ano torna-se mais do que palpável. Feito que, no masculino, nenhum tenista consegue desde Rod Laver, em 1969. Entre as mulheres, a última a completar o Grand Slam numa só temporada foi Steffi Graf, em 1988 (quando ganhou também o ouro olímpico, em Seul).
Máxima do jornalismo
Quando o desmentido é histérico e as negativas são acompanhadas de ataques descontrolados e desprovidos de sentido, com certeza, é tudo verdade.
