Fonte: ESPN
Emerson chegou ao Flamengo em 2009 desconhecido, ainda sem o apelido de Sheik. Era apenas uma aposta do então vice de futebol, em Kleber Leite, para resolver o problema de ataque do time. Deu certo. Mas quatro meses depois, seduzido por uma proposta do Al Ain, dos Emirados Árabes, pediu para sair e deixou o clube e uma diretoria contrariados. Seis anos depois, ao vestir novamente a camisa rubro-negra, Sheik admite que muita coisa mudou, principalmente a responsabilidade.
“Enquanto ser humano eu continuo o mesmo. O lado profissional mudou. Cheguei como desconhecido. Seis anos depois tenho três títulos brasileiros, Mundial, Libertadores, Carioca, Paulista. A pressão e a responsabilidade são diferentes. Para estar aqui tem de saber que tem isso”, disse o atacante.
A experiência a mais resulta, consequentemente, também em anos a mais. O contrato é de tiro curto, até o fim do ano, mas Emerson diz que vai fazer de tudo para continuar no clube em 2016. Se depender da parte física para manter o alto nível de competição, Emerson, aos 36 anos, garante que não será problema.
“36, mas com corpinho de 25, né? (risos). Sou um cara privilegiado, estou bem, biotipo ajuda muito. Sou muito elogiado pelos preparadores físicos nos clubes pelos quais passei. Tenho pouco mais de seis meses para convencer esses caras. (risos). Vou sempre dar o meu melhor, minha carreira é marcada por isso. Vitórias, conquistas. Espero que aqui no Flamengo seja dessa maneira. Certamente não estou aqui para passear.”, disse Emerson.
A todo momento o jogador abria um sorriso no rosto. Na apresentação vestiu a camisa e a beijou, como fez em 2009 quando chegou. Jurou de pés juntos ser Flamengo desde criancinha e, depois, lembrou que o desejo sempre foi de retornar ao clube.
“Fui para o mundo árabe e desde que voltei, no início de 2010, todas as negociações que eu tive sempre o Flamengo esteve em primeiro lugar. Por uma série de motivos não aconteceu. Fui muito feliz nos clubes que pude jogar. Mas o desejo era sempre estar aqui no Flamengo. E hoje, com 36 anos eu estou voltando par ao lugar que de fato eu nem sei se eu deveria sair Posso estar sendo injusto com Botafogo, Corinthians, mas o carinho que tenho por essa instituição é muito grande. Queria muito estar aqui e hoje felizmente.
