
Fonte: O Dia
Se, dentro de campo, os jogadores do Flamengo mostram dificuldade para assimilar as ideias de Cristóvão Borges, fora dele o discurso anda afinado. Ninguém cogita a possibilidade de demissão do treinador em caso de eliminação da Copa do Brasil para o Náutico, nesta quarta-feira, às 22h, na Arena Pernambuco. Mas a queda é iminente. E a pressão, imensa.
Após o 1 a 1 na partida de ida, o Rubro-Negro precisa de um empate por dois ou mais gols para chegar às oitavas de final. Nada impossível para quem vai melhor fora do que dentro de casa no Brasileirão. No entanto, mais difícil será dar um bico no mau momento técnico da equipe.
“Não é assunto comentado aqui e não passa pela cabeça de ninguém (que Cristóvão será demitido), porque acho que independe do resultado para que ele permaneça ou não. A gente acredita nele, gosta do trabalho dele. Se existe culpado, a responsabilidade tem de ser dividida coletivamente”, decretou Emerson Sheik.
O atacante volta ao time após ser impedido, contratualmente, de enfrentar a ex-equipe, o Corinthians, no domingo. Na mesma situação está o peruano Paolo Guerrero. Seus gols serão importantes para furar o bloqueio pernambucano e aliviar a tensão que paira sobre o Flamengo.
Por outro lado, Cristóvão não terá o lateral-direito Ayrton. O volante Luiz Antônio pode ser improvisado na posição. Pará também briga pela vaga. O treinador, porém, mantém o mistério e espera que o Flamengo mal das pernas no Brasileiro — em 15º lugar, com 13 pontos —, não dê as caras nesta fase da Copa do Brasil.
“Não pode levar o momento ruim para esse campeonato porque é o momento de virar a chave e pensar na Copa do Brasil. É um grupo que ao longo dos meses se habituou a jogar com essa pressão de ter de vencer, porque veste camisa de um clube grande com história linda, mas é hora de desligar a chavinha”, analisou Emerson, pedindo tranquilidade. “A gente precisa vencer, mas não pode é botar na cabeça que está tudo ruim, porque isso não é verdade”, avisou.
CÉSAR PRECISA DO CARINHO DA TORCIDA
Vaiado nas derrotas para Figueirense e Corinthians, o goleiro César pegou o rabo de foguete de vestir a camisa do Flamengo em hora difícil e tem sofrido com os altos e baixos da posição. Para os mais experientes, ele precisa de respaldo da torcida.
“Se não fosse bom, não estaria no Flamengo, porque o Flamengo é muito grande. E ele tem muita qualidade. Talvez esteja um pouco nervoso, por ser jovem e pegar o time numa situação difícil. É um goleiro que tem aprovação do grupo, do comissão e da diretoria”, afirmou Emerson Sheik. “Talvez um pouquinho mais de carinho por parte do torcedor em vez de só porrada seria bom. Porrada machuca”, acrescentou.
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