O Maraca é deles: Flamengo faz sua pior campanha em casa e fica até atrás do Vasco

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Fonte: Extra

No Maracanã, “Urubu virou Galinha”. A frase, usada por rivais quando superam o Flamengo no Rio, virou regra no Brasileiro de 2015. O time é o pior mandante da competição, com 22% de aproveitamento, configurando a campanha mais fraca da história do clube na era dos pontos corridos, contando as seis primeiras partidas em casa.

Das seis derrotas em treze jogos, quatro foram no Maracanã, onde a equipe venceu apenas um jogo, contra a Chapecoense, e empatou mais um, com o Sport.

— Quando jogamos em casa, estamos fazendo um jogo mais bagunçado do que como visitante. Em casa queremos sair para fazer o gol no primeiro minuto. Temos que tentar jogar em casa da mesma forma que fora, tranquilos, sem ansiedade — defendeu o volante Cáceres.

Antes da atual temporada, o pior aproveitamento do Flamengo como mandante foi no ano passado, com os mesmos 28% de 2004, quando o clube não atuou as primeiras partidas no Maracanã, e sim em Volta Redonda. Em 2013, quando o aproveitamento foi de 33% nas primeiras seis rodadas, a diretoria optou por mandar jogos longe do Rio, assim como fez em 2014, para lucrar mais.

— Nossa torcida está lá, mas o outro time fica gigante. Contra o Flamengo a proposta do adversário é aproveitar contra-ataques e matar o jogo. Tem de saber jogar contra times que vem fechados — defendeu Adílio, ídolo da década de 1980.

O desempenho hoje é, de fato, assustador. Igual ao do lanterna Joinville e pior do que o do Vasco, vice-lanterna, que tem 38% de aproveitamento como mandante. Para a diretoria, o problema passa pelo lado emocional dos jogadores. As cobranças sobre os atletas seguem sendo no sentido de ter mais dedicação, sem confundir com ansiedade, nas partidas no Maracanã. Zico, que esteve no estádio, constatou a falta de dedicação dos jogadores.

— Sinto falta de ver a torcida apoiando e uma resposta de vontade, determinação. Faltou vontade de ganhar. Futebol não pode se esperar tanto. Não vejo esse espírito nos jogadores — lamentou.

A volta de Emerson Sheik e Paolo Guerrero amanhã, contra o Náutico, pela Copa do Brasil, em Pernambuco, é um alento. A dupla voltou a treinar ontem no Ninho do Urubu e no clube não se esconde a sensação de dependência do atacante peruano.

— Pelo que se viu no jogo contra o Inter creio que o Flamengo tem uma dependência muito grande dele. Ficou difícil segurar a bola na frente, e Guerrero faz muito bem isso — disse o volante Cáceres, sem mascarar o óbvio.

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