
É em momentos assim, de eliminação, que se procuram três coisas: quem fica com a vergonha, quem fica com a culpa e onde está o problema. A primeira, imagina-se, é compartilhada, entre time e torcida.
Cair fora da Copa do Brasil pelas mãos de um rival em situação vexaminosa é, sim, motivo de vergonha. Ter apenas uma vitória em (até aqui) cinco confrontos no ano só faz aumentar o embaraço.
A culpa, hoje, fica com o imponderável.
Quem adivinharia que Serginho cairia por cima do tornozelo de Guerrero e que a queda causaria a saída do peruano? Quem diria que Ederson, ainda às voltas com o ritmo de jogo e o gás que ainda lhe falta, pediria para sair ainda no primeiro tempo? E quem diria, finalmente, que mais uma vez a zaga falharia numa bola parada?
Sobre o problema, na crise, é o que não falta. Sobretudo os inventados. Eis um: o Flamengo piorou desde o jogo com o Palmeiras. Não é verdade. As correções de posicionamento são visíveis e surtiram efeito. Querer que opções (Cirino e Paulinho) sem treino e intimidade com o time titular entrem no mesmo nível é boa vontade demais. Não adiantou. Este ano podemos jogar até com 22 na linha e ainda assim não será suficiente para vencê-los. Paciência. Só não vale virar hábito.
Sabendo quem ficou com a vergonha, quem ficou com a culpa e sabendo onde (não) está o problema, é chegada a hora de uma constatação: 2015 não é um bom ano.
Fonte: Deixou Chegar
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