Se dentro do campo, tomando de assalto a lateral esquerda do time titular, Jorge já havia mostrado que entende o que é jogar nessa posição, no Flamengo, ontem, perguntado sobre o clima para a primeira partida pelas oitavas da Copa do Brasil, não pestanejou: “Flamengo e Vasco é uma guerra.” E completou “Vamos para cima deles também e matar no primeiro jogo”.
Guerra, matar. Nada demais. Metáforas assim são usadas o tempo todo – “matador”, “artilheiro” – no futebol e na vida. Pesar as palavras do rapaz por sua juventude, o que sugere que ele não entenda o tamanho e o alcance das coisas rubro-negras, é incoerente, para não dizer injusto. Jorge mostra que entende, de fato, o que é um Flamengo e Vasco, provavelmente porque vive o confronto desde que chegou ao clube, aos 11 anos de idade.
Lanterna do Campeonato Brasileiro, com números dignos do rebaixamento, tendo a comemorar em 2015 apenas o torneio estadual, o rival não dever ser subestimado. Jorge sabe disso. Quem viu no “Matar (eles) no primeiro jogo” uma provocação nesse sentido, viu porque quis, porque acha conveniente. Quem sabe o que significa um Flamengo e Vasco, seja aqui, na Lua ou na Sibéria, entende que chamar de guerra, ou usar quaisquer metáforas bélicas para se referir a ele, não é exagero algum.
É guerra? Pode crer, Jorge.
Fonte: Deixou Chegar


























