Eram decorridos 15 minutos do primeiro tempo da partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil entre Flamengo e Vasco. Paolo Guerrero recebeu cara a cara com Martín Silva e teve a chance de colocar o Rubro-negro em vantagem. O arremate parou na perna direita do goleiro cruzmaltino. O peruano completou cinco jogos sem marcar, viu a derrota do time da Gávea por 1 a 0 e comprovou o inferno astral.
Principal contratação para 2015, o camisa 9 empolgou a torcida nos primeiros jogos. Foram três gols em três partidas e a esperança de que a temporada mudaria de rumo.
Guerrero ganhou até música. “Acabou o caô” virou hit nas arquibancadas e embalou os rubro-negros nos jogos. As vendas de camisas aumentaram, assim como as adesões ao programa de sócio-torcedor. Por outro lado, a bola parou de entrar.
O peruano segue vigiado de perto pelos adversários e por vezes se encontra isolado no ataque do Flamengo. Sozinho, Guerrero sofre para construir jogadas e acaba anulado. Ele foi muito bem marcado pelo vascaíno Rodrigo e praticamente não ameaçou após o incrível gol perdido.
Comissão técnica e dirigentes não admitem publicamente, porém, o desempenho de Guerrero é uma preocupação. Não apenas pelo jejum de gols, mas também no objetivo de que o peruano se sinta cada vez mais confortável em campo.
Paolo deixou o Maracanã abatido e mancando já na madrugada desta quinta-feira (20). Para quem viveu a idolatria antes mesmo do esperado, conviver com a má fase e superar o inferno astral se transformou na missão de momento com a camisa rubro-negra.
Fonte: UOL


























