Eles eram confundidos com bolivianos, chilenos… Mas com o sucesso de Paolo Guerrero a identificação é sinônimo de orgulho. Os seis mil peruanos residentes no Rio de Janeiro recebem na veia a injeção de autoestima. O olhar indiferente e o desprezo fazem parte de um passado recente que, desejam eles, não volta mais. Com muito orgulho e muito amor, os peruanos batem no peito:
— Achavam que eu era chileno, boliviano. Agora só falam de Peru, de Guerrero. Nós passávamos despercebidos — disse o técnico em informática Renzo Toranzo, um dos responsáveis pelo “Merengues”, time de pelada formado por peruanos no Aterro do Flamengo.
Indiretamente, o atacante significa uma mola propulsora para oportunidades e negócios para os peruanos que aqui estão, de acordo com Rolando Ruiz Rosas, cônsul do Peru no Rio de Janeiro. Torcedor do Melgar de Arequipa (também rubro-negro), Rosas enxerga em Guerrero uma figura que pode alterar a visão que os brasileiros têm de seu país:
— Nós queremos multiplicar as oportunidades geradas pela presença do Paolo Guerrero, espalhar outras imagens dos nossos atrativos e virtudes do nosso país.

— As pessoas percebem que somos de um país que não frequenta apenas as páginas policiais. Ele (Guerrero) é a prova de que podemos ser tão modernos como qualquer outro país no mundo — acrescentou Carola.
No Aterro, sem a habilidade e a técnica do ídolo, os peruanos se arriscam na pelada. Com ou sem gols, o sorriso é a marca de um povo guerreiro. Graças a Guerrero.
Fonte: Extra


























