
Na prática, na prática, ferimentos leves. Enquanto do lado de lá a eliminação na Copa do Brasil virá em algum momento próximo no futuro, e a luta inútil para sair do atoleiro fétido do Z4 prolongará a agonia até sei lá com quantas rodadas de antecedência se dará a queda, do nosso lado seguirá, a não ser que o Oswaldo opere um milagre, a chata tarefa de fazer residência no meio da tabela, nosso habitat natural durante a Dinastia Azul.
Ainda que nossos corações estejam se lixando para a prática, e o incômodo de ser eliminado para esse time mequetrefe do Vasco dure… Talvez até o próximo domingo, precisamos admitir que não é exatamente uma catástrofe de proporções bíblicas.
O jogo foi bem nos moldes dos outros Clássicos dos Milhões de 2015. Fraco. Apesar de não ter sido tão patético quanto o disputado sei lá onde no primeiro turno do Brasileirão. O time do Flamengo até que correu dessa vez, deixando de lado o estado inerte e lastimável da partida da outra quarta-feira. Foi uma partida de chutões. Nossa zaga e meiúca dando bicos e mais bicos na bola pra ver se algum milagre acontecia lá na frente, e o Eurico Futebol Clube acertando sem perdão pernadas certeiras nos nossos jogadores. De tanto baterem, o Sheik acabou sendo premiado com um cartão amarelo após levar uma bordoada muito da bem aplicada. Como consequência, teceu alguns merecidos elogios à arbitragem, o que pode fazer com que desfalque a equipe por uma boa meia dúzia de sei lá quantos jogos. E como o Guerrero há de ser convocado para qualquer evento peruano que envolva ou não a Seleção de Futebol de lá, e o Ederson (espero que não) pode se lesionar a qualquer momento, segundo o retrospecto que trouxe na bagagem da Europa, podemos praticamente encerrar as atividades do ano que envolvam adrenalina.
Sim… Porque quando Guerrero e Ederson se lesionam e o Oswaldo, que é um cara bem safo, acha no Paulinho e no Cirino a solução imediata e incontestável, é porque não há muito a se fazer. Não que eles tenham sido de todo pavorosos, mas a gente já sabe mais ou menos o que podem oferecer a médio prazo.
É Réveillon Azul então. Feliz 2016 pra todo mundo. Talvez os Blues das diferentes tonalidades, que irão se engalfinhar pelos minguados votos do universo eleitoral rubro-negro de agora até o dia da eleição, de tão “jeniais” que são, tenham até planejado esse troço aí. Daí não precisam disputar os microfones e holofotes com os jogadores.
Como o Ano Smurfético prevê a montagem de um time para disputar o Brasileiro rodadas e mais rodadas após o início do mesmo, a nova ou a atual futura nova diretoria vai ter tempo de sobra até julho de 2016 para pensar em quem comprar ou não comprar para compor o elenco.
Mas não há de ser nada. Hoje mesmo vou passar no banco, olhar para a cara do gerente e gritar um histérico “tooooooomaaaaa… Meu time é Campeão Contábil de 2015”.
Não que eu não considere o trabalho de recuperação financeira absolutamente fundamental, mas lembrar que o Flamengo em sua essência é um time de futebol seria de bom tom, lá isso seria de boa utilidade.
No mais… Vamos cozinhando o 2015 em fogo brando, escutando as lorotas dos candidatos sobre a construção do nosso estádio na Ilha da Fantasia e é claro, rindo da desgraça alheia. Não há de ser por falta de motivos. Riso o Vasco não há de deixar faltar.
Fonte: Torcedor Flamengo
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