Contratado com grandes expectativas, Ederson chegou ao Flamengo com o peso de vestir a camisa 10. O número não simbolizava apenas a enorme pressão de honrar a camisa de Zico, maior ídolo rubro-negro. Ele seria também o responsável por exercer uma função de criação em que o Brasil está carente. Passado um mês e meio de sua estreia — em que o clube demitiu o técnico Cristóvão Borges —, Oswaldo de Oliveira já o enxerga em uma posição distinta daquela que se esperava.
— Eu o vejo em qualquer um dos dois lados. Ele pode jogar no meio também, mas acho que a característica dele é mais de atacante mesmo, não tanto de organizador de time. Eu o vejo como um jogador habilidoso, inteligente e com muita força, diferente de um articulador — disse o treinador ao site Globoesporte.com.
FINALIZADOR EFICIENTE
Os números comprovam as conclusões de Oswaldo. Autor de três gols em seis jogos, ele só não tem média superior ao centroavante Kayke, que fez quatro em sete partidas. Apesar de finalizar menos do que Guerrero (3,8 chutes por partida), Emerson (2,56) e Kayke (2,43); Ederson chuta mais a gol que os jogadores de meio-campo. Ele tem média de (1,83), mais do que Paulinho e Alan Patrick (1,44 cada um), Everton (0,96) e Marcelo Cirino (0,88).
Se estes números são animadores, Ederson também tem alguns senões. Na recente sequência de seis vitórias do Flamengo, o jogador atuou em apenas duas partidas, a primeira e a última. Ainda assim, não jogou 90 minutos em nenhuma delas. Em oito jogos com o rubro-negro, o camisa 10 não sabe o que é ficar do início ao fim em campo.
— Como o Ederson entrou no decorrer dos últimos jogos e teve essa semana de treinos, pode ser que ele dê demonstração de estar mais forte e resistente para poder participar mais tempo, iniciar o jogo e permanecer por 90 minutos — ponderou Oswaldo.
Na segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Vasco, Ederson sentiu um estiramento muscular na coxa esquerda e deixou o campo antes do fim do primeiro tempo. Naquele momento, o Flamengo ainda vencia, mas, a dez minutos do apito final, levou o gol de empate e foi eliminado.
Neste domingo, o jogador voltará a enfrentar o rival. E pode ter ao seu lado os principais jogadores ofensivos do Flamengo. Embora o treinador tenha feito mistério e treinado com portões fechados ontem, Emerson Sheik participou da atividade e pode voltar. Ele está recuperado de lesão na coxa direita. Sua volta permitiria a Oswaldo escalar o quarteto Ederson, Alan Patrick, Emerson e Guerrero.
Na defesa, Wallace também treinou ontem e deve voltar. Com isso, o time ideal poderia estar em campo contra o Vasco, completando com Paulo Victor, Pará, Samir, Jorge, Márcio Araújo e Canteros.
Até o início da noite de ontem, 29 mil ingressos já haviam sido vendidos para o clássico de domingo, às 16h, no Maracanã. O setor Norte, da torcida do Flamengo, e o setor Mais já estão esgotados. Para os rubro-negros, seguem a venda do setor Leste Inferior e Oeste Inferior, que são mistos e custam R$ 100 (R$ 50 a meia). Há venda de ingressos no Maracanã, Gávea, São Januário, Cariocas FC (Shopping Nova América) , Caio Martins e demais pontos de venda divulgados no site oficial do estádio (wwww.maracana.com).
Fonte: O Globo

Por isso que dá merda o cara joga no meio e ponta de lança tem que jogar de frente pro gol