Para o Flamengo, vencer o Vasco no domingo não significa apenas se manter próximo da luta por uma vaga na Libertadores. É questão de honra. Há 12 anos que os rubro-negros não ficam tanto tempo sem superar o arquirrival. Um tropeço igualará a marca negativa de seis jogos de jejum, que se estendeu do fim de 2001 até meados de 2003.
Nos últimos cinco confrontos, o Flamengo perdeu três vezes e empatou dois. As eliminações no Carioca e na Copa do Brasil machucaram. Para piorar, o presidente cruzmaltino Eurico Miranda coloca o dedo na ferida sempre que pode. Uma das poucas coisas que não mudaram desde o último período de seca – ele também dirigia o clube à época.
No primeiro jogo que abriu o jejum, em 6 de outubro de 2001, Romário (três), Euller e Gilberto – entre esses, o único que ainda está em atividade – marcaram para o Vasco na inesquecível goleada por 5 a 1 sobre o Flamengo, que descontou com Bruno Carvalho.
Em seguida, o Vasco ainda faturou mais três Clássicos dos Milhões e empatou outros dois até o Carioca de 2003. No Brasileiro do mesmo ano, os rubro-negros, enfim, quebraram a sequência.
Tanto tempo se passou que o Vasco já foi rebaixado duas vezes no período. O Flamengo ganhou mais um tri estadual, além de outras três edições do Carioca, duas Copas do Brasil – uma em cima do Vasco – e conquistou um Brasileiro, com Adriano e Petkovic. O capitão era o goleiro Bruno, preso há cinco anos por homicídio. Entre 2011 e 2015, o Flamengo chegou a ficar 11 jogos invicto contra o time da Colina.
Antes esquecido, Almir busca espaço com Oswaldo
Em cinco meses, Almir jogou oito jogos. O meia não entrou em campo de maio a agosto. Entre uma fratura no braço e o banco de reservas, ficou esquecido. Agora, com Oswaldo de Oliveira, começa a ganhar novas oportunidades.
Os números não são bons. Com a camisa rubro-negra, Almir tem três derrotas, três empates e apenas duas vitórias – sobre o Salgueiro, pela Copa do Brasil, e Icasa, em amistoso. E nenhum gol. Voltou a jogar justamente nas duas derrotas sob o comando de Oswaldo de Oliveira, para Coritiba e Atlético-MG – a equipe vinha de seis vitórias seguidas no Brasileiro.
Procurado pelo Botafogo, ele afirma ter escolhido ficar para convencer a diretoria a renovar seu contrato: “Com certeza. Estou muito feliz aqui, fui muito bem recebido por funcionários, comissão, presidente e jogadores. Eu me sinto em casa. Mas primeiro temos que fazer um trabalho bem feito, dar resultados em campo.”
Fonte: O Dia
